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Alemão: "O que mais impressiona é o silêncio dos pais de Maisa. Estão muito, mas muito mais apavorados que todos os demais envolvidos"
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Márcio Alemão
De São Paulo
Fiquei mais assustado que a pequena Maisa ao saber de todas as ações que estão sendo movidas contra o SBT.
Nem sei se deveria confessar mas... vamos lá: eu adorava e adoro dar sustos em minhas filhas. E o pior é que elas, obviamente mal educadas, pegaram gosto na brincadeira e também não perdem a oportunidade para um bom revide. Pior ainda: elas se divertem.
Bem mais grave que isso: ambas chegaram a tropeçar, cair, bater a cabeça em um armário, uma mesa. Não davam sossego. Era eu piscar para uma abrir o berreiro.
Mas eu era pai e não patrão.
No caso todo, o que mais me impressiona é o silêncio dos pais de Maisa. Minha opinião: estão muito, mas muito mais apavorados e preocupados que todos os demais envolvidos.
A pequena é um raro sucesso.
De repente o Estado, sempre zeloso, poderá determinar que Maisa deve ficar bem quietinha e protegida em sua casinha.
O Estado, por falar em medo, tem me assustado mais que os demônios de Supernatural. O excesso de preocupação para com nosso bem estar está indo muito além do razoável. Mas quando o assunto é a TV as preocupações somem. Não diria que nossa TV é um ambiente extremamente favorável à criança.
O Super Pop com o governador José Serra chegou a ter momentos divertidos mas, no geral eu diria que adentrou com determinação no tédio. A lenga lenga sobre o tabaco rende, no máximo, 5 minutos. Os outros tantos poderão render algum agradecimento especial à emissora da parte do governador.
Com razão, vários leitores reclamaram de minha coluna, na semana passada, que mencionou os moradores do bairro do Pacembu e região como sendo os grandes prejudicados pelo descumprimento da Lei do Silêncio em dias de jogos noturnos.
Sofrem também os moradores de qualquer bairro próximo a estádios.
A prefeitura não se manifestou.
Terra Magazine