
Atualizada às 10h18 |
SBT/Globo/Divulgação
Alemão: Tirem do ar o Gugu e o Faustão e depois de um mês ninguém mais irá se lembrar deles
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Márcio Alemão
De São Paulo
Quando li que além dos inacreditáveis milhões mensais a Record ofereceu um plano de carreira para Gugu, fiquei feliz: iriam finalmente oferecer a ele o Aposentec e nunca mais veríamos aqueles cabelos cuja cor ninguém jamais em tempo algum foi capaz de definir.
Qual o quê. A proposta sugere que o apresentador, famoso por ter sido apontado como eventual sucessor de Silvio Santos, famoso por introduzir no país "A Dança do Passarinho" e famoso pela famosa entrevista fajuta em 2004 com supostos membros do PCC, fique na TV até o final dos tempos e mais de uma vez por semana.
Quem merece?
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Eu, não; mas certamente muitos não só o merecem como o desejam, pois não posso imaginar que a Record pudesse fazer tal oferta para uma pessoa que as pesquisas apontam como velho, ultrapassado, dispensável, chato e com cabelos de cores não muito claras, apesar do matiz o ser. As pesquisas devem recomendá-lo fortemente.
Idem, idem com Roberto Justus e Eliane, que estariam sendo usados por Silvio como troco à Record.
E rolou também nessa semana o novo contrato do Faustão, que faria o do Gugu parecer o de um operário padrão. Luciano Hulk foi mencionado. A Turma do Pânico entrou na pauta. Semana de loucura total. Quem dá mais para termos cada vez menos ou, mais do mesmo?
Já escrevi nessa coluna algumas vezes: tirem do ar o Gugu e o Faustão e depois de um mês ninguém mais irá se lembrar deles. Semelhante juizo emiti sobre o Ratinho. Não entendi o por quê da volta de quem já havia ido, e tarde. Na quinta, dia 18, foi a quarta audiência atrás de Globo, Record e Band.
A Galisteu continua colecionando índices pequenos. Talvez vire Toda Terça e ainda faltarão 5 tentativas na semana antes da geladeira. E tudo isso tem custado uma fortuna. É errado afirmar que toda essa grana que é entregue mensalmente para poucas pessoas que definitivamente não merecem tanto poderia estar beneficiando milhares de outras. É uma boa verba para montar um escola de apresentadores e apresentadoras, uma escola de tingidores de cabelo, de jornalistas que não mentem, de dançarinos que vão além do Passarinho...
Repito: é errado afirmar, mas é muito bom imaginar.
Terra Magazine