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Segunda, 29 de junho de 2009, 08h05 Atualizada às 09h19

Que pena

Márcio Alemão
De São Paulo

A resposta eu sei mas não me interessa saber nessa hora, porque a pergunta não diz respeito à vida de verdade, aquela que um hora acaba.

E a pergunta eu até acho que muita gente se fez: como é que o Charlie, o grande chefe d'As Panteras, foi deixar isso acontecer a um de seus mais lindos anjos, a Jill? Será que o pessoal do Departamento de Inteligência Científica - a turma que fez Steve Austin valer 6 milhões de dólares - não poderia ter cuidado da moça, considerando que ela chegou a se casar com Steve?

Tive bons sonhos com Farrah Fawcet, que durante um tempo foi a senhora Lee Majors.

Ele era o Coronel Steve Austin que, após sofrer um acidente é submetido a uma experiência que o transforma em um Ciborg. Tempos singelos aqueles. Ele ficou com um braço forte e corria bem; não tanto quanto Usain Bolt. Sim; também enxergava longe. Ou seja: um quase meio super homem bastante vulnerável.

Acredito que a última vez que a vi foi na entrega do Emmy, durante uma homenagem ao produtor Aaron Spelling. Aaron produziu As Panteras, A Ilha da Fantasia, O Barco do Amor, S.W.A.T. e muitas outras séries. Tinha um faro fino para grandes sucessos.

Fiquei triste ao vê-la, já bastante abatida pela doença.

Morreu no mesmo dia que Michael Jackson.

Para ficar em meu assunto, a TV, nos tempos que o You Tube não existia, nada provocava mais frisson e comentários e pedidos de cópias do que os videoclips de Michael.

As chamadas começavam quase uma semana antes e a estréia era no Fantástico.

Juntava-se amigos para assistir à performance do rapaz. Como muitos já disseram, Michael tinha uma imensa capacidade para inovar.

Na comemoração do 50 anos da gravadora Motown, lançaram um álbum com três CDs do artista. Desde o início do ano o tenho ouvido. Cantava muito. Dançava ainda mais. Sabia criar, inovar. Não chegava a provocar.

O documentário feito pelo jornalista inglês Martin Bashir expôs ao mundo um camarada muito mais esquisito do que já imaginávamos que ele era.

Na época, acho que em 2003, lembro de ter ficado muito triste com tudo que vi. Também confesso que fiquei com uma gigantesca dúvida: se eu tivesse realizado o documentário, será que o veicularia? O que vi tinha enorme semelhança com os circos de outros séculos que se valiam de aberrações para atrair a multidão.

O documentário era uma versão pop disso e só isso.

Em seu último ato, claro que Michael Jackson não poderia ter simplesmente contado com um ataque cardíaco. Em muitos sites, aqui e no mundo, começam a rolar as suspeitas. Over dose de morfina, de Demerol? Quem aplicou a injeção? O médico estava desaparecido, apareceu, vai ter de explicar e etc., etc., etc...

Fato é: dia 25 de junho foi um dia triste.

Márcio Alemão é publicitário e cronista gastronômico da revista Carta Capital.

Fale com Márcio Alemão: marcio.alemao@terra.com.br

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"Cantava muito. Dançava ainda mais", diz Alemão

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