
Atualizada às 15h36 |
Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil
Sérgio Guerra , presidente do PSDB, nega que seu partido queira "levar" a presidência do Senado
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Marcela Rocha
Em entrevista a Terra Magazine, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, nega que seu partido tenha interesse em assumir a presidência do Senado, após as denúncias dos atos secretos envolvendo o presidente José Sarney (PMDB-AP). "Essa hipótese não existe", garante.
- Não queremos levar a presidência da Casa coisa nenhuma. Esta hipótese não existe. Se Sarney renunciar, assume o Marconi Perillo (PSDB-GO) que, em três ou quatro meses tem que convocar outra eleição.
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Desde a eleição de José Sarney, o Senado sofre com uma série de denúncias, como a emissão de passagens aéreas para familiares, o mau uso da verba indenizatória, a contratação de parentes em cargos de confiança e a edição de atos secretos. Para Guerra, Sarney já não tem "autoridade para presidir".
Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da Casa ocultou a propriedade da Justiça Eleitoral nas duas eleições que disputou depois da compra do imóvel em 1998 e 2006. O peemedebista nega e a ministra chefe da Casa Civil sai em sua defesa: segundo ela, Sarney está sendo "demonizado" e responsabilizado "de forma desproporcional" por todas as irregularidades verificadas nos últimos anos.
Guerra exime seu partido das responsabilidades pelos recentes escândalos envolvendo a Casa. "É preciso ficar claro que não votamos no Sarney. Votamos no Tião Viana (PT-AC), não temos nenhuma responsabilidade sobre os fatos que estão acontecendo ai". E reforça: Os escândalos que estão acontecendo agora no Congresso não nasceram no PSDB.
Na sua avaliação sobre a "interferência" do Planalto, Guerra ataca:
- Acho que o que está acontecendo é uma vergonha nacional. Nenhum presidente da República pode ter esse grau de interferência no padrão que Lula está tendo. Não se pode submeter o funcionamento do Congresso a uma pauta eleitoral. Isto é o aparelhamento da Casa com vistas a um projeto eleitoral de um candidato de um partido. É um absurdo.
Leia a entrevista na íntegra:
Terra Magazine - Acredita que PT e PMDB têm misturado a crise no Senado com as alianças para 2010?
Sérgio Guerra - Acho que o que está acontecendo é uma vergonha nacional. Nenhum presidente da República pode ter esse grau de interferência no padrão que Lula está tendo. Não se pode submeter o funcionamento do Congresso a uma pauta eleitoral. Isto é o aparelhamento da Casa com vistas a um projeto eleitoral de um candidato de um partido. É um absurdo.
Acredita que Lula está aparelhando o Senado?
É evidente que está aparelhando. Ele está aparelhando o Senado sem nenhuma preocupação pública. É uma situação vergonhosa pelo presidente da República e seus aliados.
A oposição está sendo acusada de querer levar a presidência da Casa no tapetão. O que acha disto?
Não queremos levar a presidência da Casa coisa nenhuma. Esta hipótese não existe. Se Sarney renunciar, assume o Marconi Perillo (PSDB-GO) que, em três ou quatro meses tem que convocar outra eleição. É preciso ficar claro que não votamos no Sarney. Votamos no Tião Viana, não temos nenhuma responsabilidade sobre os fatos que estão acontecendo ai. Os escândalos que estão acontecendo agora no Congresso não nasceram no PSDB. Não fomos nós que criamos esses problemas, mas o próprio ambiente do governo e pelo próprio Sarney. Essa crise não foi fundada pelo PSDB.
A presença de Sarney no cargo compromete as investigações?
Eu acho que nesse tumulto ele não tem autoridade para presidir e muito menos para fazer uma reforma no Senado, se for preciso. Ele não está se mostrando capaz de administrar a crise e o Congresso está indo a reboque do presidente da República e do projeto eleitoral da ministra Dilma.
Como avalia o posicionamento do Planalto?
Deplorável.
Terra Magazine
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