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Sexta, 10 de julho de 2009, 16h55

Igreja e Candomblé no roteiro de Protógenes

Claudio Leal

A meio caminho do altar da abadia do Mosteiro de São Bento, em São Paulo, uma senhora põe as mãos no ombro do delegado Protógenes Queiroz: "Nós precisamos de homens com sua coragem!". Nesta sexta-feira, às 13h, na capital paulista, Queiroz compareceu a uma missa em Ação de Graças ao êxito da Operação Satiagraha, que completou um ano no último 8 de julho.

Nos próximos passos religiosos do delegado, um dos mais importantes terreiros de candomblé da Bahia, um templo budista e uma igreja protestante. Para cumprir o rito dos orixás, ele viaja hoje à noite para Salvador, onde pretende ir também a uma missa na Igreja do Bonfim. Todos os credos devem ser contemplados no primeiro aniversário da ação da Polícia Federal que investigou e prendeu o banqueiro Daniel Dantas (e outros membros do grupo Opportunity), o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o megaespeculador Naji Nahas.

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Protógenes sente "um fenômeno crescente" nas ruas, com a exigência de que ele participe do debate sobre a corrupção no Brasil. "Sou o único delegado brasileiro que subiu e desceu uma das maiores favelas brasileiras, o Aglomerado da Serra (em Belo Horizonte), sem usar nenhuma arma", diz Queiroz. O delegado criou uma rede social na internet que atrai cerca de 3.000 seguidores.

O culto religioso no mosteiro beneditino reuniu amigos, familiares, militantes políticos (PSOL, PDT e PCdoB), o grão-mestre maçon Benedito Marques Ballouk Filho, o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) e o presidente da Associação dos Delegados de Policia do Estado de São Paulo, Sérgio Roque.

 

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