
Atualizada às 15h40 |
Diego Salmen/Terra Magazine
Alunos do colégio Dante Alighieri, em São Paulo, higienizam as mãos para evitar contato com o vírus da gripe suína
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Diego Salmen
Exceto pelo atraso de duas semanas, a volta às aulas em São Paulo não poderia ser mais... paulistana. Trânsito caótico, estacionamento em filas duplas, ônibus lotados, ar seco e um calor indiano. Nem mesmo a gripe suína, motivo oficial do adiamento, conseguiu mudar a previsível paisagem da capital nesta segunda-feira, 17 .
Terra Magazine visitou o tradicional - e caro - colégio Dante Alighieri, na região dos Jardins, bairro nobre da capital. À primeira vista, foram poucos os indícios de que ali houvera uma alteração no calendário escolar para evitar a disseminação do vírus H1N1. Algo raro em tempos de resfriados de menor gravidade.
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Enquanto centenas de alunos saíam exasperados rumo a suas casas, poucos foram os que desinfetaram-se com o álcool fornecido nas múltiplas entradas do colégio - em geral, crianças e mulheres adolescentes.
A escola também distribuiu panfletos e instruiu funcionários e professores a orientarem os alunos sobre a doença, além de disponibilizar copos descartáveis para o consumo de água nos bebedouros.
Lá dentro, situação diferente. Número maior de estudantes besuntava os dedos no álcool em gel fornecido pela escola. Conversavam sobre o assunto quando instados, mas sem alarde ou mudanças de rotina. Em moda nas últimas semanas, o uso de máscaras não foi observado nas dependências do colégio.
Pudera: a algumas quadras dali, o sol cumpria seu papel na erradicação do vírus: às 12h55, os termômetros da Av. Brasil marcavam impiedosos 31 graus.
"O pessoal tem consciência, mas sem estresse", conta Bárbara, estudante do último ano do ensino médio. "Não tem preocupação", diz a colega Rochelly. Restou ainda uma crítica à eficiência do adiamento das aulas. "Não foi bom; se a gente não tem contato com outras pessoas na escola, vai ter na rua, no ônibus, metrô...", critica Bárbara.
"Tem pai de aluno que não gosta, tem medo (da exposição à doença)", comentou um funcionário. "Alguns são médicos, já repassam as orientações em casa, sabem tudo...", disse, rindo.
- Aí já viu, né?
Terra Magazine