Atualizada às 13h40 Marcela Rocha
O DEM protocolou no fim da manhã desta terça-feira, 25, uma representação, junto à Procuradoria Geral da República, contra o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Segundo o presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), pode ter acontecido uma "queima de arquivos" quando o planalto negou a existência de imagens e outros registros que "comprovariam" o suposto encontro entre a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff e a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira.
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Na última quinta-feira, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), encaminhou à Presidência da República o pedido da oposição para receber cópia das gravações do circuito interno da Casa Civil do período de novembro a dezembro do ano passado.
O requerimento do DEM pede também a planilha de carros que entraram e saíram da Casa Civil no período. Em nota, o GSI informa que não tem mais as imagens desse período.
Os registros foram requeridos pelo partido para tentar provar o encontro entre Dilma e Lina, no qual, segundo a ex-secretária, a ministra teria pedido para "agilizar" as investigações sobre a família Sarney na Receita.
A representação, segundo Maia, é para que o Ministério Público Federal inicie uma investigação sobre o ministro-chefe do GSI, general Jorge Armando Félix, diante da suspeita do que chama de "queima de arquivo público".
Para o correligionário de Maia, deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), "é muito estranho que, com a tecnologia do mundo moderno, um governo não tenha condições de armazenar, em seu banco de dados, os registros de entrada e saída do local mais importante, o Palácio do Planalto". ACM acredita que o "escapismo do governo deixa configurada a mentira da ministra Dilma".
O marido de Lina Vieira, Alexandre Firmino, foi secretário-executivo do Ministério da Integração Regional de Fernando Henrique Cardoso. Questionado se isto atribuiria a Lina qualquer tipo de suspeita, o deputado baiano, nega: "ele (o marido) ocupou um cargo técnico do FHC. Lina foi escolhida pelo PT e sempre foi tida, nos bastidores, como claramente petista".
Para o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, "na administração pública, a tônica é a publicidade". "Se há um controle de acesso à repartição pública, esse controle tem uma finalidade. E a finalidade é dizer quem foi e quem não foi ao órgão", acrescenta.
- Não consigo perceber alguma coisa que deve ser escondida em termos de administração pública, acho que a eficiência decorre da publicidade dos atos. É a única forma de a sociedade acompanhar o dia-a-dia da administração pública. Acompanhando, temos a busca da correção de rumos - conclui o ministro do STF.
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