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Segunda, 31 de agosto de 2009, 12h24 Atualizada às 15h55

Programa do SBT estreia na Record

Divulgação
Programa de Gugu na Record estreou este domingo
Programa de Gugu na Record estreou este domingo

Márcio Alemão
De São Paulo

Por que eu não esperava ver nada diferente do que vi na estréia de Gugu? Vários motivos. O primeiro, certamente, é porque o chamaram para fazer exatamente o que sempre fez ao longo desses 250 anos.

O ato insano de tê-lo contratado a peso de apresentador dispensável (lembrem-se de que essa é a nova moeda do mercado, milhões de vezes mais valiosa do que ouro) já bastou. Doidivanas absolutos seriam se dele esperassem novidades.

Gugu, assim como Eliana, muda para nos oferecer sempre mais do mesmo. Seus salários e mordomias, sim, são impactados (sensacional essa palavra moderna, não?) de maneira espetacular. Repito: mas isso não se traduz em novidade para o telespectador.

Poucos reclamam e mesmo os que o fazem não chegam a ser considerados. Essas pessoas estão ­- lá vem mais um modernismo da língua ­- blindadas. Eu diminuiria o tempo da tortura. Três horas, naquele horário, não é fácil de aturar.

A briga com o Fantástico é dura e sempre tem o Patrão fazendo o que também sempre fez ao longo dos últimos 500 anos ­- sim, ele ensinou tudo ao rapaz; acredito que inclusive a melhor maneira para dar um colorido especial aos cabelos.

Anotem esse meu palpite: se a Record não jogar esse programa do SBT para um horário mais cedo, vai começar a ter problemas de audiência.

O Gugu é um produto que as pessoas se acostumaram a suportar durante o limbo do domingo; aquele espaço entre o almoço e a tentativa de suicídio. Você meio assiste, meio dorme.

A partir das 20hs a coisa muda, pega.

Mas pode ser que não. Ontem no Fantástico fiquei paralisado durante dois ou três minutos. Anunciaram o quadro como sendo coisa relativa ao humor. Coisa que a gente vê e dá risada. Ou nem precisa rir, mas pode achar divertido, inteligente. Parece que o nome do quadro é "Domingo é dia de..." Como disse, assisti ao quadro em choque.

Apesar de sempre ter sido um entusiasta do humor com texto e um violento crítico do humor do constrangimento, o tipo que vai entrevistar terceiros para fazer graça, me vejo obrigado a admitir que, comparada ao "Domingo é dia de...", qualquer pegadinha do Ivo Holanda no SBT é mais engraçada.

Márcio Alemão é publicitário e cronista gastronômico da revista Carta Capital.

Fale com Márcio Alemão: marcio.alemao@terra.com.br

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