Atualizada às 11h05 Claudio Leal
"É uma consequência, é uma resposta na prática daquilo que o Obama disse quando apontou: 'Esse (Lula) é o cara'", opina o compositor Gilberto Gil sobre a atuação do Brasil na crise política em Honduras e o abrigo concedido ao presidente deposto Manuel Zelaya na embaixada em Tegucigalpa.
O ex-ministro da Cultura conversou, rapidamente, com Terra Magazine, depois da segunda noite de gravação do DVD "BANDADOIS" no Teatro do Bradesco, no Bourbon Shopping, em São Paulo. De formato voz e violão, o trabalho é dirigido pelo cineasta Andrucha Waddington, com produção musical de Liminha.
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Durante o evento, Gil voltou a negar que será vice da senadora Marina Silva (PV) na campanha à presidência da República, em 2010. "São boatos. Eu vou apoia-la, é a candidata do meu partido".
Terra Magazine - Como você avalia a posição brasileira na crise política de Honduras?
Gilberto Gil - É a consequência natural do crescimento da influência brasileira. É tambem consequência de uma nova orientação da política norte-americana, que quer distribuir protagonismos para parceiros mais ampliados na América Latina, no mundo. Enfim, é uma consequência, é uma resposta na prática daquilo que o Obama disse quando apontou: "Esse (Lula) é o cara".
E o que pensa dos que veem isso como uma megalomania da política externa do Brasil?
Cada um vê como quer o fenômeno. Você perguntou a mim o que eu acho. Outras pessoas vão achar outras coisas.
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Thais Bilenky/Terra Magazine
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