Atualizada às 09h22 Thais Bilenky
Financiado pelo grupo português Ongoing, o jornal "Brasil Econômico" acaba de chegar às bancas brasileiras, destinado ao "público sofisticado, que lida com economia na rotina, mas não gosta só de economia", como define o diretor de redação, Ricardo Galuppo.

Nº 1 tem Lula na capa, ao lado do presidente
da Ongoing, Nuno Vasconcelos
Com tiragem inicial de 55 mil exemplares, a equipe do jornal diário conta com 120 profissionais, sendo 85 deles na redação em São Paulo, descontando-se dois jornalistas instalados em Brasília e dois, no Rio de Janeiro.
O valor do investimento da Ongoing não foi revelado por "questões estratégicas", justifica Galuppo. Mas, "se não fosse vantajoso, se não houvesse espaço para jornal de papel, nós não o faríamos", afirma o jornalista.
Em tempos de twitter, blog e portal, a chegada de um veículo impresso pode soar estranha. As pretensões do "Brasil Econômico" que se lançou concomitantemente nas bancas e na internet, na quinta-feira passada, 8, vão além do html: televisão corporativa, telefone celular e info points (monitores de plasma colocados em pontos de grande circulação).
O jornal tem uma edição especial de final de semana, mais aprofundada. São colunistas desta edição, por exemplo, o escritor e jornalista Humberto Werneck e a antropóloga Lilia Moritz Schwarcz, que não tratam geralmente de economia.
Uma vez por mês, é publicado o suplemento "Fora de Série", como foi no final de semana passado. Trata-se de outro agregador do "leitor qualificado" que o jornal, segundo o diretor de redação, quer alcançar, ao tratar de "temas, situações e pessoas especiais. Que são fora de série", afirma.
"A gente investe muito na portabilidade do jornal. É tablóide, muito mais fácil de ler no avião, no banco de trás do carro. É muito mais fácil você colocar na sua mesa porque ele não suja a mão", diz Galuppo. Estão aí os ingredientes que a direção do jornal se auto-receita para diferenciar-se dos concorrentes: sofisticação, suplementos e portabilidade.
"A gente procura condensar tudo e entregar para a pessoa que necessita de informação da forma mais amigável possível", descreve o jornalista.
Galuppo evita falar dos planos de crescimento da empresa por avaliar que seja cedo demais. "A gente vai testar a resposta do mercado ao produto, e investir no que for necessário, para que fique cada vez mais adequado ao leitor brasileiro. Fazer projeção de crescimento agora seria leviano", avalia.
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