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Terça, 20 de outubro de 2009, 17h47 Atualizada às 16h32

Em crise, Bahia faz parceria com festival de pagode

Claudio Leal

Se tudo der errado, no jogo desta terça contra o lanterna Campinense, na Série B, o torcedor do Esporte Clube Bahia poderá pagodear com Rodriguinho, Raça Negra, Raghatoni, Edcity, Black Stile, Saiddy Bamba, Flavinho e A Bronkka.

Para encher as arquibancadas, o Bahia, que ocupa a antepenúltima posição da Segundona, decidiu fazer uma campanha de marketing: ao comprar o ingresso do jogo, o torcedor ganhará uma "cortesia solidária" para o Pitú Cola Fest, no Parque de Exposições de Salvador.

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O clube baiano vivencia a maior crise de sua história e, quase que na "prorrogação", desfaz a tendência elitista da gestão Marcelo Guimarães Filho, que cobrava R$ 30 pela entrada.

"Vale lembrar que o ingresso individual para esta festa custa R$20,00 nas bilheterias. Então o torcedor do Bahia vai para o jogo contra o Campinense e também para o Pitú Cola Fest (com direito a acompanhante), gastando apenas R$15,00( R$10,00 do jogo e R$5,00 da festa)", informa o site do clube.

Para os "quebradeiros" menos experimentados, um guia de navegação: o jornalista Herbem Gramacho, do Correio, lembra os sucessos dos grupos musicais integrantes do que promete ser o Festival de Woodstock do pagode baiano, em 25 de outubro:

"Vai ter Edcity, que criou o apelido estranho após deixar o Fantasmão, Flavinho ex-Pagodart e também A Bronkka, com dois K, do estourado Surubão. Toni Salles, marido de Scheila, jogará o sugestivo sucesso "Se a casa caiu..." do Raghatoni. Rodriguinho, ex-Travessos, brindará a ala romântica, junto com o Raça Negra de Luiz Carlos. Saiddy Bamba revelou LéoKret para a Câmara de Vereadores e a banda Black Style, da trilogia tcheca no chão, mão no tabaco e xana no asfalto, fará todo mundo descer pro Parque de Exposições."

Em 18º lugar, o tricolor baiano entra em campo às 19h30 (horário de verão), no estádio de Pituaçu, na peleja contra o Campinense. Há sempre um pagode no fim do túnel.

 

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