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Quarta, 21 de outubro de 2009, 13h38 Atualizada às 16h38

Compositor Paquito apresenta "Bossa Trash" em São Paulo

Sora Maia/Divulgação
O compositor baiano Paquito apresenta o show Bossa Trash nesta sexta-feira, 23, no Sesc Pompeia
O compositor baiano Paquito apresenta o show "Bossa Trash" nesta sexta-feira, 23, no Sesc Pompeia

Claudio Leal

O músico baiano Paquito apresenta nesta sexta, 23, às 21h, em São Paulo, o show do álbum "Bossa Trash". "Vai ser mais alegre do que as canções tristes do disco", avisa o compositor, que leva o espetáculo ao Sesc Pompeia e contará com a participação especial da cantora Jussara Silveira.

No repertório, ele incluiu músicas inéditas e outras do cancioneiro popular das décadas de 30 e 40. Entre as eleitas, "Orélia", de Humberto Teixeira - "descobri que foi a última dele". Escalou ainda Noel Rosa e Assis Valente. "Eu e Jussara temos amor por canções desses anos. Para eu pegar uma música dessa, não tenho que fazer necessariamente o novo, mas vivenciá-la esteticamente, me aproximar das canções. Só me sinto à vontade pra cantar depois que eu canto bastante", explica Paquito.

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O compositor ressalta que, na arquitetura do show, resolveu incluir também músicas do disco anterior, "Falso baiano", e inéditas como a parceria com o roqueiro Ronei Jorge, "Nossa noite" - "nunca mostramos a ninguém!". Haverá mais: "Brisa" (poema de Manuel Bandeira musicado por Paquito, gravado por Maria Bethânia em Âmbar), "Sacudido" (incluída no próximo álbum do grupo Moinho, inspirada na percussionista Lan Lan), "Feio" e "Foguete particular", de Batatinha.

Um entreato. Paquito produziu, com J. Velloso, o precioso disco "Diplomacia", do tradicional sambista de "Toalha da saudade" e "Hora da razão". "Foguete particular é um samba estranho muito bonito. Embora seja de uma geração posterior, Batatinha remete a Assis Valente, a esse universo".

Estranha e bonita, a canção expõe uma viagem incomum num tom corriqueiro: "Parti de minha rua/ Num vôo até a lua/ No meu foguete particular/ Agora sou patente/ De um mundo diferente/ E tenho coisas pra contar..."

Numa síntese, Paquito diz que o show de "Bossa Trash" traz suas "canções de amor de desamor". E algum rock. "Ele está em meu universo, embora seja rock só com violão", brinca. O espectador testemunhará a transa dessas influências com o conjunto de heranças da música popular brasileira.

- Vai ter até catira, um tipo de música do centro-oeste. O show tem um dinamismo por partilhar esses universos todos e, ao mesmo tempo, tem uma unidade porque sou eu que estou fazendo. Sempre gostei muito de subir ao palco com voz e violão - conta o músico.

Roteiro:

Show "Bossa Trash", de Paquito.
Participação: Jussara Silveira.
Teatro do Sesc Pompeia
23 de outubro, 21h.
Endereço: Rua Clélia, 93. Pompeia, São Paulo.
Tel: (11) 3871-7700.

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