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Sexta, 30 de outubro de 2009, 13h24 Atualizada às 22h09

Berzoini: palanque duplo na Bahia até fortalece Dilma

Valter Campanato/Agência Brasil
Berzoini: há um entendimento de que Geddel não vai misturar a disputa local com a disputa nacional.
Berzoini: há um entendimento de que Geddel não vai misturar a disputa local com a disputa nacional.

Carolina Oms
Especial para Terra Magazine

O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, não vê problemas na disputa entre PT e PMDB para o governo baiano, em 2010. Ao contrário, "se a Dilma (Rousseff) e o Lula estarão em dois palanques, isso é uma questão a ser discutida com o PMDB, mas eu acho que quem tem dois palanques pode até se fortalecer", pondera.

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Questionado sobre uma possível "dificuldade" dos petistas em aceitar o secretário-executivo João Santana, como sucessor do ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), conforme notícia do jornal 'O Globo', Berzoini é taxativo:

- O PT não discutiu isso jamais, isso é uma atribuição do presidente e nós não fazemos nenhuma pressão em relação a nenhum cargo de nenhum aliado. Existe disputa entre PT e PMDB pelo governo da Bahia. Na relação nacional, nós temos total solidariedade com as decisões do presidente sobre ministérios, empresas e assim por diante.

Mesmo que Geddel tenha feito sucessivas críticas ao governador Jaques Wagner e reiterado a impossibilidade do diálogo, o presidente do PT aposta que ainda é possível discutir uma composição para o governo baiano. "Mas se não for possível discutir, o Geddel será candidato e Jaques Wagner será candidato à reeleição, os dois apoiando a Dilma. A disputa local será a disputa no plano da política".

Berzoini afirma que a concorrência pelo governo é legítima: "na Bahia, o Geddel deixou de apoiar o Jaques Wagner há algum tempo e haverá disputa, mas nossa posição nacional é não deixar isso contaminar a relação entre PT e PMDB".

O presidente do PT, no entanto, ainda não tem propostas sobre como seria essa composição. "A chance passa pelo diálogo, eu ainda sonho com isso. Não existe nenhum tipo de conversa ainda, porque a relação entre os dois se deteriorou muito quando houve a saída de Geddel do governo", pondera.

Ainda no plano nacional, Berzoni afirma que a concorrência pelo governo da Bahia não prejudica o pré-acordo entre PMDB e PT: "há um entendimento, já manifestado por Geddel, de que ele não vai misturar a disputa local com a disputa nacional, ou seja, ele saindo candidato, manterá o apoio dele e do PMDB da Bahia à ministra Dilma".

Sobre as especulações, levantadas pelo 'Globo', de que os petistas achariam um risco, deixar a máquina do governo nas mãos de Geddel, na eleição ele afirmou que o PT não discutiu isso. "Nós não temos nenhuma ambição de ocupar esse cargo ou interferir numa eventual substituição, isso é tarefa exclusiva do presidente Lula".

 

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