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Sexta, 30 de outubro de 2009, 15h28 Atualizada às 15h40

Ciro terá "todo o companheirismo petista" em SP, diz Palocci

José Cruz/Agência Brasil
Deputado Antônio Palocci (PT-SP), relator do Fundo Social do pré-sal na Câmara
Deputado Antônio Palocci (PT-SP), relator do Fundo Social do pré-sal na Câmara

Marcela Rocha

Na manhã desta sexta-feira, 30, o deputado Antônio Palocci participou de um debate sobre pré-sal e desenvolvimento sustentável em Pinheiros, zona Oeste da capital paulista. Na saída do evento, Palocci afirmou a Terra Magazine que, caso o deputado Ciro Gomes (PSB-SP) se candidate a governador de São Paulo, "terá todo o companheirismo" dos colegas petistas.

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Palocci se esquiva de responder sobre uma possível candidatura sua ao governo do estado, desejo da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), que vê no correligionário um parceiro do empresariado paulista.

Sobre o tema "Pré-sal e desenvolvimento sustentável: riscos e oportunidades para os brasileiros", o deputado, que é também relator na Comissão Especial da Câmara do Fundo Social do pré-sal, levou as propostas do governo e ressaltou que ainda existem 301 emendas a serem avaliadas.

O deputado petista insiste que o petróleo extraído da camada pré-sal deve ser um investimento a longo prazo, isto é, a intenção do governo é de guardar os lucros num fundo no exterior, para que não se perca muito com as oscilações cambiais, e use o que render deste valor em investimentos no Brasil.

Na entrevista, Palocci é otimista. Para o deputado, no caso de o PSDB levar a melhor em 2010, "qualquer governo que entre tentará dar o melhor uso possível para um fundo como esse", diz, para mais adiante acrescentar que "qualquer liderança que conquiste o governo terá essa mesma preocupação".

Leia abaixo a entrevista:

Terra Magazine - Como o governo Lula se programou para, caso Serra leve as eleições em 2010, o projeto que envolve o Fundo Social do pré-sal ser mantido?
Antônio Palocci Filho -
Qualquer governo que entre tentará dar o melhor uso possível para um fundo como esse. A preocupação nossa é fazê-lo crescer quanto mais possível e de mais longo prazo para evitar os efeitos negativos que podem ter um recurso de curto prazo, que são ambientais, fiscais e cambiais.

Como atenuar isto?
Tem mecanismos de atenuar isto. O mundo já fez experiências diferentes, por exemplo, a Noruega, que hoje aplica 93% do fundo no exterior e não no próprio país. A Noruega é um país de pequena dimensão, de pequena população e o Brasil não precisa seguir o mesmo número, mas é desejável que não gaste imediatamente todo o recurso em aplicações no País porque isto tem efeitos fiscais e cambiais perigosos. Então, todo o esforço vem no sentido de fazer com que esse fundo, que é uma riqueza importante e que vai ser constituído no longo prazo, sirva a muitas gerações no Brasil. Este é o nosso desafio: transformar essa riqueza num bem e não em um problema. Acho que qualquer liderança que conquiste o governo terá essa mesma preocupação, esse mesmo olhar.

Sobre 2010, o senhor apoia a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-SP) para o governo de São Paulo?
O Ciro é um grande companheiro nosso e se, por alguma decisão diferente, ele decidir desenvolver atividades aqui em São Paulo ele terá todo o nosso companheirismo, porque ele merece.

O senhor cogita se candidatar para São Paulo?
Ainda é muito cedo para tratarmos desse assunto.

 

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