
Atualizada às 09h22 |
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Demissão de chefes das Forças Armadas não deve criar "alarmismo" no Paraguai, diz Marco Aurélio Garcia
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Diego Salmen
A demissão dos chefes das Forças Armadas do Paraguai pelo presidente Fernando Lugo não deve criar uma "situação de alarmismo". A avaliação é do assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia.
- Lugo tem condições de controlar a situação interna.
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Marco Aurélio foi informado por Terra Magazine da demissão dos chefes da Marinha, Exército e Aeronáutica paraguaios. A medida foi tomada depois de Lugo ter negado, nesta quarta-feira, 4, a existência de um plano de golpe de Estado contra ele no país.
Rumores sobre o suposto plano surgiram a partir de uma declaração do secretário de relações internacionais do Partido Comunista Venezuelano (PCV) e vice-presidente do Grupo Venezuelano do Parlamento Latino-americano (Parlatino), Carolous Wimmer, que teria atribuído aos Estados Unidos e a setores da direita paraguaia uma suposta tentativa de golpe.
"O Paraguai está vinculado à causula democrática do Mercosul, então quanto a isso não vejo problema", diz Garcia. Ele se refere ao mecanismo que impede que países sem governos eleitos democraticamente permaneçam no bloco.
O assessor da presidência não especificou qual postura o governo brasileiro teria caso a ameaça de golpe se concretizasse no país vizinho.
Em Honduras, o presidente Manuel Zelaya, deposto em junho, está abrigado na embaixada brasileira em Tegucigalpa desde 21 de setembro. A permanência de Zelaya no local é vista pelo governo golpista como uma interferência do Brasil na situação política do país centro-americano.
Terra Magazine
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