
Atualizada às 14h10 Eliano Jorge
O senador Pedro Simon, do PMDB, descartou qualquer possibilidade de concorrer ao governo do Rio Grande do Sul em 2010. "Encerrei minha atividade de candidato", deixou claro. À disputa prévia, ele credencia o ex-governador Germano Rigotto e o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, ambos peemedebistas. E reafirma a unidade da legenda estadual, supostamente abalada nos últimos tempos.
O parlamentar voltou a lamentar que seus correligionários tenham se contentado com os cargos oferecidos em troca do apoio ao governo federal. "Nós, do (PMDB do) Rio Grande do Sul, achamos que o maior partido do Brasil precisa fazer um esforço para ter uma candidatura própria", opinou Simon. Ao que acrescentou em relação aos principais pré-candidatos apontados por pesquisas eleitorais: "Não estou preocupado com Serra ou Dilma".
Confira a conversa com Terra Magazine.
Terra Magazine - Qual sua opinião sobre a discordância de setores do PMDB em relação ao pré-acordo por um candidato petista à presidência da República? Há notícias de manifestações por uma candidatura de Roberto Requião ou Nelson Jobim.
Pedro Simon - Nós, do Rio Grande do Sul, vemos com simpatia uma candidatura própria. Nós achamos que o maior partido do Brasil precisa fazer um esforço para ter uma candidatura própria. Podíamos, pelo menos, estar debatendo, discutindo a candidatura própria. E, se mais adiante não tivêssemos chances, podíamos apoiar uma outra candidatura. Mas o PMDB se contentou com os cargos que tem usufruído. Não se entende como o PMDB não tem candidato numa eleição de dois turnos. Não estou preocupado com (José) Serra ou Dilma (Rousseff).
O PMDB gaúcho já se decidiu por um candidato próprio ao governador do Estado em 2010?
É evidente que nós vamos ter candidato próprio ao governo do Rio Grande do Sul. No PMDB do Rio Grande do Sul, sempre pensamos em candidatura própria ao governo do Estado.
O senhor vai mesmo concorrer com o ex-governador Germano Rigotto para ser o candidato do PMDB no Rio Grande do Sul?
Não, não. Eu tenho mais quatro anos de senador e eu encerrei minha atividade de candidato. Serão o Rigotto e o Fogaça os dois candidatos (do partido).
Havia, algumas semanas atrás, a especulação de que setores ligados ao deputado Eliseu Padilha apoiariam o PSDB gaúcho. Essa divisão no partido ainda é possível?
Não acredito. O PMDB vai ter candidato próprio. O partido e todos nós defendemos esta hipótese, esta tese. Acho que ela será vitoriosa. Não há nenhuma perspectiva de imaginar uma decisão contrária à candidatura própria do PMDB no futuro.
Terra Magazine
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