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Quarta, 25 de novembro de 2009, 09h10

Geddel: Candidatura Requião não representa maioria do PMDB

Wilson Dias/Agência Brasil
Ministro Geddel não é a favor de candidatura própria do seu PMDB (foto Wilson Dias/Agência Brasil)
Ministro Geddel não é a favor de candidatura própria do seu PMDB (foto Wilson Dias/Agência Brasil)

Eliano Jorge

Um dos maiores entusiastas da aliança entre peemedebistas e petistas, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, do PMDB baiano, não acredita que a anunciada candidatura própria ratifique uma generalizada vontade da sua legenda. "Não é este sentimento que eu estou percebendo majoritariamente no partido", avaliou para Terra Magazine.

Embora tenha se furtado de comentar aprofundadamente a divulgação do nome do governador paranaense Roberto Requião como candidato do PMDB à presidência em 2010, Geddel minimizou esta iniciativa, efetivada por representantes de 15 diretórios regionais do partido, sábado, 21, em Curitiba. "Não vi uma representatividade maior nesse lançamento", afirmou.

Ele foi um dos principais articuladores do pré-acordo entre os dois partidos pela candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o que não satisfaz setores peemedebistas, sobretudo no sul do País.

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A moção de apoio à chapa de Requião foi assinada por governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores dos diretórios de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre, Pará, Piauí, Ceará e Pernambuco, no Encontro Nacional das Lideranças do PMDB.

"Conclamamos a direção nacional do PMDB a promover um amplo debate em cada estado sobre o programa de governo e ouvindo a sociedade civil para a construção de uma proposta de desenvolvimento nacional que privilegia a produção e o trabalho frente aos interesses do capital financeiro", diz o documento.

A Geddel, a nota não pareceu suficiente: "Não conversei com Requião, não conversei com ninguém. Preciso ainda conversar um pouco para saber o que estão pensando a respeito do assunto".

Confira a entrevista.

Terra Magazine - O que o senhor acha do lançamento da candidatura de Roberto Requião por 15 diretórios do PMDB?
Geddel Vieira Lima - Eu não tenho uma opinião formada sobre isso. Eu não vi uma representatividade maior nesse lançamento...

Apesar de ter sido a maioria dos diretórios estaduais?
Eu não vi, eu não tenho esses dados. Eu realmente não tenho esses dados para fazer esse comentário. Não é este sentimento que eu estou percebendo majoritariamente no partido. Não tem como comentar, eu não estava lá presente. Não conversei sobre o tema. Pelo que eu li, estavam presentes 14 ou 15 diretórios.

O senhor considera que esta candidatura é pra valer mesmo?
Eu tenho que aguardar um pouco os desdobramentos. Eu não estou em condições ainda de falar sobre um tema que eu não conheço bem. Não conversei com Requião, não conversei com ninguém. Preciso ainda conversar um pouco pra saber o que estão pensando a respeito do assunto.

De qualquer forma, o plano para as eleições presidenciais será decidido na convenção, não?
Tudo é decido numa convenção. Só em junho do ano que vem.

Que avaliação o senhor faz das chances de o PMDB se fragmentar e fragilizar a candidatura governista?
Veja bem, eu ainda não estou em condições, ainda não conversei com Requião. É cedo ainda, vamos aguardar um pouco aí pra ver. Eu lhe confesso que ainda não estou com os dados para lhe fazer uma avaliação.

 

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