Atualizada às 20h23 Bob Fernandes
A decisão do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, de não ser candidato à presidência da República em 2010 ganhou contorno de definitiva depois de um longo telefonema entre o governador de São Paulo, José Serra, que estava em Copenhague, Dinamarca, e Aécio, em Belo Horizonte.
Aécio já dava sinais de desistência há uma semana, mesmo quando uma pesquisa do Instituto Vox Populi indicava intenção de voto de 35% numa hipotética chapa em que o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) seria o seu vice.
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A argumentação de Aécio para postular sua candidatura antes da desistência se baseava no que ele imagina ser sua capacidade de ser "mais amplo". O governador de Minas acredita que teria ao seu lado o PP, presidido por seu tio, o senador Francisco Dornelles (RJ), o PTB e o PDT.
Aécio supunha ainda que conseguiria tirar o PMDB, e os seus preciosos minutos no programa eleitoral gratuito, dos braços de Dilma Rousseff (PT). Ele sabia que não teria o PMDB ao seu lado, mas acreditava que, na convenção de junho, teria força para levar o PMDB a não formalizar uma aliança com a candidata de Lula.
Nesta tarde de quinta, há alguns minutos, tendo o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), ao seu lado, o governador de Minas leu uma nota onde historiou sua tentativa de ser candidato. Falou de sua movimentação pelo país, citou seminários do PSDB como uma busca para sacudir o partido, que agora se voltará para Minas, e anunciou que abria mão da sua candidatura.
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José Cruz/Agência Brasil
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB)
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