Atualizada às 15h14 |
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O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT)
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Marcela Rocha
O governador Aécio Neves (MG) anunciou nesta quinta-feira, 17, sua desistência de concorrer ao Planalto pelo PSDB. Deixou, no partido, a vaga livre para o também governador José Serra (SP) duelar com a pré-candidata petista, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Para o presidente recém eleito do PT, José Eduardo Dutra, a desistência do mineiro era "previsível", "facilitará" a estratégia eleitoral dos petistas e mais:
- A falta de carisma de Serra e Dilma politizará a campanha.
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Em 2010, o PT pretende contornar sua campanha com comparações entre a gestão Lula e FHC. "Serra facilita, deixa mais fácil justamente por ter sido ministro do governo passado". O governador paulista ocupou as cadeiras dos Ministérios do Planejamento e Saúde.
A Terra Magazine, Dutra afirma que Serra e Dilma têm "estilos" semelhantes e acredita que isso "politizará a campanha":
- Aécio tem um estilo mais leve. Eu sempre raciocinei com Serra como candidato. Ele e Dilma têm um perfil parecido, não têm o chamado carisma e isso politizará mais a campanha. Já que os candidatos são diferentes de figuras como Lula e Aécio, a campanha vai se centrar mais nos projetos e o eleitorado não vai votar em fulano ou cicrano por ser mais, ou menos, simpático.
A decisão do mineiro de não ser o candidato tucano em 2010 ganhou contorno de definitiva depois de um longo telefonema entre ele o governador de São Paulo, José Serra, que estava em Copenhague, Dinamarca.
Leia abaixo a íntegra da entrevista:
Terra Magazine - Como o senhor nos disse em outra entrevista, a estratégia eleitoral petista para 2010 será, entre outras coisas, comparar a gestão do PT com a de FHC. Serra (PSDB), foi ministro do Planejamento e da Saúde de Fernando Henrique. A saída de Aécio facilita a estratégia?
José Eduardo Dutra - Eu sempre disse que, para nós, é indiferente quem quer que seja o adversário. Quem disputa eleição não pode escolher o adversário. E, afinal de contas, eles representam o mesmo projeto. Mas, do ponto de vista da comparação, o Serra facilita, deixa mais fácil justamente por ter sido ministro do governo passado. Então, essa vinculação é mais fácil. Não muda substancialmente, mas facilita.
São Paulo está sob governo do PSDB há 16 anos, dos quais oito são de Serra. O PT pretende usar isso na campanha nacional também?
Usaremos isso, com certeza, na eleição de São Paulo. Pretendemos mostrar que está na hora de mudar a direção em São Paulo. Na questão da estratégia nacional, embora São Paulo seja o maior eleitorado, nós não usaremos questões estaduais no projeto nacional. Este será balizado, com certeza, na comparação de gestões. Até porque, no caso de São Paulo, não temos como fazer comparações porque nunca governamos esse Estado. Então, a campanha será calcada na necessidade de mudanças, como a nossa campanha nacional de 2002. Nacionalmente, a continuidade. Estadual, o discurso da mudança.
Se traçarmos um paralelo superficial, Dilma está para Serra, assim como Aécio para Lula, no tocante ao carisma e guardadas as devidas proporções. Aécio seria um candidato mais suave, se pudermos dizer assim. Serra é um candidato mais sério e fechado, como Dilma. O senhor acredita que a saída de Aécio, sob essa ótica, seja outro facilitador?
É lógico que a campanha leva em consideração também o estilo do candidato. É claro que Aécio tem um estilo mais leve. Eu sempre raciocinei com Serra como candidato. Ele e Dilma têm um perfil parecido, não têm o chamado carisma e isso pode até politizar mais a campanha. Já que os candidatos são diferentes de figuras como Lula e Aécio, a campanha vai se centrar mais nos projetos políticos e o eleitorado não vai votar em fulano ou cicrano por ser mais, ou menos, simpático. O eleitorado vai votar em função do projeto. Não será uma campanha muito midiática.
O senhor disse que sempre raciocinou levando em consideração que Serra seria o candidato...
Era previsível a decisão de Aécio. Eu só me surpreendi com o calendário. Eu não esperava que fosse ser esse ano, achei que seria em 2010. Mas, quanto ao resultado final, não houve surpresa alguma. Serra só não seria o candidato se não quisesse, o que não é o caso.
Mas Serra ainda faz suspense sobre sua candidatura...
Mas agora vai ser difícil dizer que ele não será. Da mesma forma que Dilma não assume, Serra não assume. Quem assume é o partido. É o mesmo caso do Serra, não adianta ele dizer que não é candidato ainda porque todo mundo sabe que é.
Na avaliação do senhor, ele começou a campanha?
Ah, claro. Eu estive em Aracajú nesta quinta-feira, 18, quando liguei a televisão, vi a propaganda da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que é uma empresa do Estado. Tem propaganda da Sabesp no Brasil inteiro, mostrando o investimento, a eficiência. É uma propaganda...
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