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Quarta, 13 de janeiro de 2010, 09h37 Atualizada às 13h29

Após tremor, OEA se reunirá para discutir situação no Haiti

Reuters
Casas ficaram destruídas após tremores de 7 graus na escala Richter, que atingiu Porto Príncipe, no Haiti
Casas ficaram destruídas após tremores de 7 graus na escala Richter, que atingiu Porto Príncipe, no Haiti

Diego Salmen

A situação no Haiti é "extremamente grave" após o terremoto que atingiu o Caribe nesta terça-feira, 12. A informação é do representante da OEA (Organização dos Estados Americanos) no país, Ricardo Seitenfus.

Segundo Seitenfus, o chefe da missão da ONU (Organização das Nações Unidas) no Haiti, Hedi Annabi, está desaparecido. O prédio da entidade e o Palácio Presidencial foram alguns dos edifícios destruídos pelo tremor.

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País mais pobre das Américas, o Haiti foi atingido por um terremoto de 7.3 graus na escala Richter. "Não há a menor infra-estrutura para lidar com a situação", afirma o representante.

"Não tem um helicóptero, nada. E o abalo afetou a capacidade das ONU de ajudar", diz. Atualmente, há mais de 1200 militares brasileiros participando da Missão da Paz da ONU no país.

"Provavelmente", diz Seitenfus, "haverá protestos da população por conta do caos instalado após o tremor". Segundo ele, a OEA discutirá o problema em uma reunião de emergência em Washington, com data a ser definida.

Há três dias no Brasil, onde passa férias, o representante está impossibilitado de voltar ao país caribenho devido aos danos causados pelo sismo ao aeroporto da capital Porto Princípe. Agora, aguarda novas instruções da secretaria-geral da OEA.

"É necessário que a comunidade internacional responda de forma urgente", apela. "Hoje. Não podemos esperar até amanhã".

 

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