Atualizada às 08h07 A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta exposição de Andy Warhol, um dos mais importantes e influentes nomes da Pop Art. Andy Warhol, Mr. America, exibe cerca de 170 obras que exploram temas relativos à política e à cultura popular norte-americana, além de filmes produzidos pelo artista em seu próprio estúdio, The Factory.
Organizada em colaboração com The Andy Warhol Museum, em Pittsburgh, EUA, a exposição abre no dia 20 de março, sábado, a partir das 12h, trazendo cerca de 170 obras, entre 26 pinturas, 58 gravuras, 39 trabalhos fotográficos, duas instalações e 44 filmes, que exploram temas da política e da cultura popular norte-americana.
A exposição também apresenta pinturas da série Death and Disaster, que mostram a violência nos Estados Unidos durante os anos 60. São imagens representando pessoas comuns que se jogaram do alto de edifícios, ou foram mortas em acidentes automobilísticos e negros violentamente atacados por cães da polícia durante confrontos sociais.
Durante a exposição, também será exibido um ciclo de filmes produzidos por Warhol em seu próprio estúdio, conhecido como The Factory. Segundo o curador da mostra, os filmes ampliam e aprofundam os temas apresentados nas pinturas de Warhol: sexo, morte, beleza, narcisismo, alienação e poder.
O artista
Warhol transitou da pintura para a serigrafia, depois para a fotografia, instalação, produção cinematográfica, gerenciamento de uma banda de rock até a publicação de uma revista. Exímio desenhista, Warhol tornou-se um dos mais célebres artistas comerciais dos anos 1950, quando realizou sua notória exposição com obras que mostram latas de sopa Campbell pintadas a mão, na Ferus Gallery de Los Angeles.
Em 1962, passou a utilizar serigrafia e outros meios de reprodução mecânica, eliminando a distinção entre fotografia e pintura, assim como a Pop Art fez desaparecer a distinção entre arte "erudita" e "comercial". Warhol usou a imagem seriada para transformar produtos de consumo diário, como o ketchup Heinz, em "estrelas", além de revelar o glamour banal que a reprodução ilimitada de imagens conferiu a "estrelas" como Marilyn Monroe e Liz Taylor.
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The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts/Divulgação
Mao, 1972
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