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Terça, 16 de março de 2010, 16h26 Atualizada às 16h40

Presidente do PSDB/MG: Anúncio de Aécio não pressiona Serra

Eliano Jorge


O deputado Narcio Rodrigues e o
governador Aécio Neves (foto: Divulgação)

Nas palavras do deputado Narcio Rodrigues, presidente do PSDB de Minas Gerais, o anúncio da pré-candidatura do governador mineiro Aécio Neves ao Senado, nesta segunda-feira, 15/3, beneficia, e não atrapalha as pretensões presidenciais do governador paulista e correligionário José Serra.

- Nós estamos dizendo que temos já definições em Minas. Não há, da nossa parte, nenhum desejo de exercer pressão sobre as decisões que vão mover o governador Serra. E nós respeitamos o timing que ele estabeleceu.

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Os próprios tucanos vinham pressionando Serra para lançar sua candidatura e Aécio para aceitar o lugar de vice na chapa. Com o lançamento do mineiro ao Senado, teoricamente apenas o paulista ainda se vê em embaraço. "Ele foi muito claro ao dizer que só vai tratar disso no final de março, no início de abril. E quem dita o timing da sua campanha é o candidato", comentou Rodrigues a Terra Magazine.

O parlamentar trata de contemporizar: "Só estamos nos antecipando neste momento para que o governador Serra saiba que, quando ele for decidir, se optar por uma candidatura à presidência da República, como esperamos, ele vai ter de nós todo respaldo em Minas Gerais para que sua candidatura possa ser levada à população e se converter em uma grande vitória em nosso Estado".

São evidentes seus cuidados para não provocar desgastes internos no partido. "O mais importante dessa decisão nossa é sinalizar com clareza que o PSDB de Minas não vai ter uma atitude, nessa etapa, que não seja de absoluta convicção partidária em torno do nosso projeto nacional. Não estamos tergiversando em torno da candidatura do Serra. Temos a convicção de que ela é a melhor candidatura para o Brasil e vamos estar, sob orientação do governador Aécio Neves, colocando isso com muita clareza".

Neste sentido, Rodrigues tira o peso do anúncio da véspera: "Nem era preciso fazer. Não tem importância nenhuma, é a oficilização de uma posição que não era ainda. O governador colocou um desejo, uma vontade, e quem decide isso naturalmente é a convenção partidária".

Há tempos incomodado com as supostas dúvidas apontadas em relação aos figurões do tucanato, Narcio Rodrigues reclama: "Há muita fofoca e muita tentativa de, depois de todas as posições assumidas, ainda ter questionamento sobre qual é a conduta que o grupo vai adotar".

A medida, admite o deputado, tem mais significado intrapartidário, prevenindo uma fragmentação que opunha Aécio e Serra na corrida ao Palácio do Planalto.

- Como houve, no passado, quem articulou o "Lulécio", a campanha do Lula com o Aécio, liderada pelo ministro Walfrido (dos Mares Guia, do Turismo entre 2003 e 2007), que fez um trabalho nesta direção, eu, presidente do partido (em Minas), considerei que era fundamental para nós afirmar nosso compromisso publicamente para que isso pudesse inclusive ter repercussão dentro da base de sustentação do governo Aécio, que todo mundo soubesse que há uma sinalização clara de que vamos adotar a candidatura do (vice-governador Antonio) Anastasia, a candidatura do Aécio e a do Serra.

 

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