Atualizada às 21h36 José Rezende Jr.
De Brasília (DF)
Por que não paras, relógio?
Já teve a sensação de que o tempo está acabando? Que de uma hora pra outra
O condenado
O último pedido, a última refeição, a última reza. Tragou o último cigarro e, então, morreu de velhice.
Eu sei que vou te amar
Eu daria de graça pra qualquer um: feio, sujo, malvado... Mas de você cobro
o dobro do que tem e do que não tem. Porque sei que vou te amar.
Música urbana
No meio da rua, tocando violino para ninguém ouvir. Tão bonito que os passarinhos fizeram silêncio - mas também não foram ouvidos.
Miguilim
Meu cachorro conversa com o vento. Não dizem nada um ao outro: apenas deixam que os desejos se toquem.
Minha vida na casa dos mortos
Velho e cansado, pedi socorro às paredes. Os mortos fitaram-me de seus túmulos em moldura oval e, mais uma vez, responderam: Ainda não.
A trapezista
Aterrissou nos braços do homem infeliz, que tratou de podar-lhe o voo. Tolo: não sabe que as asas das trapezistas crescem em cativeiro...