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Quarta, 31 de março de 2010, 09h23 Atualizada às 09h33

ACM Jr: DEM vai esgotar convite para Aécio ser vice de Serra

Claudio Leal

Para o senador ACM Jr. (DEM-BA), ainda não morreu a ideia de trazer Aécio Neves para a vice do presidenciável José Serra (PSDB-SP), que se desincompatibiliza nesta quarta do governo de São Paulo. Apesar das sucessivas recusas do líder mineiro para compor a chapa tucana, o DEM pretende insistir até a náusea.

- Nós temos que esgotar as possibilidades de ter o governador Aécio na vice. A partir daí, nós pensaremos outro nome - defende o senador democrata, ainda que o DEM tenha a prerrogativa de indicar o vice.

Em entrevista a Terra Magazine, o empresário e político comenta a adesão de velhos aliados de seu pai, o ex-senador baiano ACM (1927-2007), à chapa eleitoral do governador Jaques Wagner (PT-BA). O petista finaliza uma aliança com os ex-carlistas Otto Alencar e César Borges.

- No momento em que se identificar que eles foram aliados nossos e agora querem se aliar ao PT por questões de repartir poder, é claro que o eleitor vai ficar desconfiado e pode votar contra - critica.

Terra Magazine - Senador, como tem evoluído as articulações para a vaga de vice de José Serra?
Antonio Carlos Jr. - A candidatura de Serra é consolidada, favorita, nós estamos contentes com a posição do governador e vamos fazer uma grande festa em Brasília, no dia 10 (de abril), para lançar a candidatura dele. Estamos bastante otimistas. Em relação ao vice, vamos aguardar para fazer a melhor escolha.

O DEM vai apresentar o nome?
Primeira coisa: nós temos que esgotar as possibilidades de ter o governador Aécio (Neves) na vice. A partir daí, nós pensaremos outro nome.

O senhor ainda aguarda o governador Aécio Neves? Ele já desmentiu essa possibilidade.
Ainda vamos esgotar a possibilidade de ter o governador Aécio como candidato a vice. A partir daí, vamos pensar em outra alternativa.

O que o senhor pensa do apoio de ex-aliados do seu pai, o ex-senador ACM, à chapa do governador petista Jaques Wagner?
Na verdade, é claro que muita gente gosta de estar próximo do poder. Vejo a aliança como uma tentativa de se manter em suas posições de poder. Mas isso pode ser uma coisa contrária, porque quando repassar a origem dela, vão ver que não se misturam posições ideológicas absolutamente diferentes. Pode ser prejudicial. O eleitor não vai ver com bons olhos essa aliança.

O PT sempre fez muitas críticas ao pai do senhor... Eram inimigos históricos. Como avalia essa adesão?
É isso que pode prejudicar esses candidatos. No momento em que se identificar que eles foram aliados nossos e agora querem se aliar ao PT por questões de repartir poder, é claro que o eleitor vai ficar desconfiado e pode votar contra.

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Geraldo Magela/Agência Senado
ACM Júnior critica repartição de poder entre o PT da Bahia e ex-aliados do pai, o ex-senador ACM

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