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Quinta, 22 de abril de 2010, 15h22 Atualizada às 15h31

Notas de rodapé

André Singer

(1) No segundo turno de 2002, Lula teve 52.788.428 votos contra 33.366.430 votos para José Serra. No segundo turno de 2006, Lula ficou com 58.295.042 votos, contra 37.543.178 votos para Geraldo Alckmin.

(2) Ver, por exemplo, Viana, Gilney. "O PT e o lulismo", 2007, , acessado em 25/08/2009; Simões, Renato. "Duas agendas: na crise, de duas, uma", 2009, , acessado em 25/08/2009. Em outra vertente, e de modo mais ligeiro, ver a menção ao lulismo na entrevista de Carlos Augusto Montenegro ao jornal Valor, 23/09/2009, intitulada "Identificação ao PT derrota Dilma".

(3) Ver Oliveira, Francisco de. "Hegemonia às avessas". Piauí, no 7, jan. 2007.

(4) Amaral, Roberto. "As eleições de 2006 e as massas: uma emergência frustrada?" , acessado em 25/08/2009.

(5) Veja, no 1936, 21/12/2005, p. 55: "De agosto para cá, segundo o Ibope, Lula perdeu 9 pontos porcentuais entre aqueles que, até a eclosão da crise, eram seus eleitores mais fieis: brasileiros que ganham ate um salário mínimo".

(6) Oliveira, op. cit. No primeiro turno de 2006, que ocorreu a primeiro de outubro, Lula teve 46.662.365 votos e Geraldo Alckmin, 39.968.369, Heloisa Helena, 6.575.393 e Cristovam Buarque, 2.538.544.

(7) Usando balizamentos de mídia, pode‑se dizer que a fase aguda do "mensalão" iniciou‑se com a reportagem da Veja que começou a circular em 14 de maio de 2005 e terminou com a entrevista presidencial ao programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, em 7 de novembro do mesmo ano.

(8) Folha de S. Paulo, 5/02/2006.

(9) Ver resultados das pesquisas Datafolha nas edições da Folha de S. Paulo de 23/11/2005 e 5/02/2006.

(10) Agradeço ao Centro de Estudos de Opinião Pública da Unicamp a cessão de dados do Ibope/2006 utilizados neste artigo e a Gustavo Venturi a cessão de dados da Fundação Perseu Abramo.
Tabela 1
Intenção de voto por renda no 1º turno de 2006
Fonte: Ibope. Pesquisa com amostra nacional de 3010 eleitores, realizada entre 28 e 30 de setembro de 2006.
Tabela 2
Intenção de voto por renda no 2º turno de 2006
Fonte: Ibope. Pesquisa com amostra nacional de 8680 eleitores, realizada entre 26 e 28 de outubro de 2006.

(11) Amaral, op. cit., p. 9.

(12) Holzhacker, Denilde e Balbachevsky, Elizabeth. "Classe, ideologia e política: uma interpretação dos resultados das eleições de 2002 e 2006". Opinião Pública, vol. 13, no 2, nov. 2007, pp. 294-96.

(13) Hunter, Wendy e Power, Thimoty J. "Rewarding Lula: executive power, social policy, and the brazilian elections of 2006". Latin American Politics and Society, vol. 49, no 1, 2007, p. 4.

(14) Singer, Andre. "Collor na periferia: a volta por cima do populismo?". In: Lamounier, B. (org.), De Geisel a Collor, o balanço da transição. São Paulo: Sumaré, 1990, p. 138.

(15) Idem. Sem medo de ser feliz. São Paulo: Scritta, 1990, pp. 98-99.

(16) Ibidem, p. 98.

(17) Sobre os dados que evidenciam a adesão intuitiva a direita, ver Singer, A. Esquerda e direita no eleitorado brasileiro. São Paulo: Edusp, 2000.

(18) Marx, Karl. O 18 Brumário de Luís Bonaparte. São Paulo: Paz e Terra, 1986, p. 116.
Tabela 4
concordância/discordância com o uso de tropas contra greves por renda familiar mensal, 1990 Fonte: Cultura Política (Consorcio USP/Cedec/Datafolha). Pesquisa realizada com amostra nacional de 2480 eleitores, realizada em marco de 1990, conforme Andre Singer, Ideologia e voto no segundo turno da eleição presidencial de 1989. São Paulo, Dissertação de Mestrado, 1993, p. 71.
Tabela 5
Reconhecimento de que o governo deve intervir mais na economia por autolocalização na escala esquerdadireta, 1993
Fonte: Cultura Política (Consorcio USP/Cedec/Datafolha), pesquisa com amostra nacional de 2499 eleitores realizada em marco de 1993, conforme Andre Singer, Esquerda e direita no eleitorado brasileiro. São Paulo, Edusp, 2000, pagina 188.

(19) Ibidem.

(20) Mendes, Antonio Manuel Teixeira e Venturi, Gustavo. "Eleição presidencial: o Plano Real na sucessão de Itamar Franco". Opinião Pública, vol. 2, no 2, dez. 1994, pp. 43-45.

(21) "Muitos votaram pela reeleição porque Fernando Henrique Cardoso tinha apoio internacional, do qual Lula carecia" (Singer, Paul. "No olho do furacão". Teoria e Debate, no 39, out.-dez. 1998, p. 22).

(22) Genro, Tarso. "Um confronto desigual e combinado". Teoria e Debate, no 39, out.-dez. 1998, p. 5.

(23) Almeida, Jorge. Marketing político, hegemonia e contra-hegemonia. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2002, p. 219.

(24) Hunter e Power, op. cit., p. 4. Tradução minha (AS).

(25) Coimbra, Marcos. "Quatro razões para a vitoria de Lula". Cadernos Fórum Nacional, n° 6, fev. 2007, p. 7, grifos meus.

(26) Ibidem, p. 13.

(27) Ibidem, p. 11.

(28) Sobre o crescimento do Programa Bolsa Família, ver Nicolau, Jairo e Peixoto, Vitor. "As bases municipais da votação de Lula em 2006". Cadernos Fórum Nacional, no 6, fev. 2007, p. 20; Araujo, Jose Prata. Um retrato do Brasil. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2006, p. 155.

(29) Licio, Elaine Cristina, Renno, Lucio R. e Castro, Henrique Carlos de O. de. "Bolsa Família e voto na eleição presidencial de 2006: em busca do elo perdido". Opinião Pública, vol. 15, no 1, jun. 2009, p. 43.

(30) Carreirão, Yan de Souza. "Evolução das opiniões do eleitorado durante o governo Lula e as eleições presidenciais brasileiras de 2006", 2007, , acessado em 30/08/2009.

(31) Nicolau e Peixoto, op. cit., p. 21.

(32) Coimbra, op. cit., p. 7.

(33) Idem, ibidem.

(34) Shikida, Claudio Djissey e outros. ""It"s the economy, companheiro!": an empirical analysis of Lula"s re-election", 2009, , acessado em 30/08/2009. A citação e da versão em português do mesmo artigo.

(35) Idem, ibidem.

(36) Hunter e Power, op. cit., p. 16, trad. minha.

(37) Carreirão, op. cit.

(38) Neri, Marcelo. "Miséria, desigualdade e políticas de renda: o Real do Lula", 2007, , acessado em 30/08/2009.

(39) Holzhacker e Balbachevsky (op. cit., p. 289), reproduzem interessante estudo de Waldir Quadros, segundo o qual a massa de miseráveis teria caído de 38% em 2004 para 22% em 2005.

(40) Dados do IBGE citados por Araujo, op. cit., p. 145.

(41) Coimbra, op. cit., p. 12.

(42) Oliveira. "Hegemonia as avessas", op. cit.

(43) Reis, Fabio Wanderley. "Participação política". Valor, 07/07/2008.

(44) O fato de o Eseb-2006 ter ido a campo em dezembro, nove meses depois da pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo (FPA) que consta do Quadro 1, não chega a constituir explicação para a diferença, pois nova rodada da FPA, em novembro de 2006, encontrou uma diminuição pouco significativa da esquerda (de 26% em março para 23% em novembro) e uma estabilidade nas demais posições, inclusive no número dos que não sabiam se localizar (16%).

(45) Carreirão. "Identificação ideológica, partidos e voto na eleição presidencial de 2006". Opinião Pública, vol. 13, no 2, nov. 2007, p. 332.

(46) Holzhacker e Balbachevsky, op. cit., p. 304.

(47) Reis, Fabio Wanderley e Castro, e Monica Mata Machado de. "Regiões, classe e ideologia no processo eleitoral brasileiro". Lua Nova, no 26, 1992, p. 131.

(48) Hunter e Power, op. cit., p. 8, trad. minha.

(49) Ibidem, p. 11.

(50) Ibidem, p. 7.

(51) Araujo, op. cit., p. 75.

(52) Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores. "Concepção e diretrizes do programa de governo do PT para o Brasil", mar. 2002, pp. 20, 21 e 25.

53 Ibidem, p. 15.

54 Singer, P. Dominação e desigualdade. São Paulo: Paz e Terra, 1981, p.

55 Ibidem, p. 83.

56 Ibidem, p. 86.

57 Ibidem, p. 129.

58 Ibidem, p. 108.

59 Oliveira. "Política numa era de indeterminação: opacidade e encantamento". In: Oliveira, Francisco de e Rizek, C. A era da indeterminação. São Paulo: Boitempo, 2007, p. 34.

(60) Singer, P. Repartição da renda: pobres e ricos sob o regime militar. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985, p. 42.

(61) "Segundo o Datafolha, os eleitores com renda de até dois salários mínimos representam 47% do total", publicou a Folha de S. Paulo em 08/10/2006.

(62) Venturi, Gustavo. "Esquerda ou direita?". Teoria e Debate, no 75, jan.-fev. 2008, p. 39. As posições no espectro ideológico foram agregadas em 1 e 2 = esquerda; 3, 4 e 5 = centro; 5 e 6 = direita. Dados de pesquisa da Fundação Perseu Abramo realizada com uma amostra nacional de 2.400 entrevistados em novembro de 2006.

(63) Idem, ibidem.

(64) Acredito que em virtude da existência de uma "direita popular", o centro e a posição mais associada a classe média conservadora no Brasil e não a direita, como ocorre em outras formações sociais.
Tabela 6
Voto no primeiro turno por localização no espectro ideológico, 2002
Obs.: As posições na escala de 1 a 7 foram assim agrupadas: esquerda= 1 e 2; centro= 3, 4 e 5; direita= 6 e 7.
Fonte: Fundação Perseu Abramo. Pesquisa com amostra nacional de 2291 eleitores, realizada em novembro de 2002.
Tabela 7
Voto no primeiro turno de 2006 por localização no espectro ideológico
Obs.: As posições na escala de 1 a 7 foram assim agrupadas: esquerda = 1 e 2; centro= 3, 4 e 5; direita= 6 e 7.
Fonte: Fundação Perseu Abramo. Pesquisa com amostra nacional de 2400 eleitores, realizada em novembro de 2006.

(65) Oliveira, "Hegemonia às avessas", op. cit. 102

(66) Ibidem.

 

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