Atualizada às 13h11 Diego Salmen
O governo deveria deixar de lado a taxa Selic na tentativa de frear o aquecimento da economia. Para o ex-secretário de Políticas Econômicas do Ministério da Fazenda, Julio Gomes, a melhor maneira de conter esse fenômeno é reduzindo o crédito disponível à pessoa física no país.
"A economia está superaquecida", atesta Almeida. "O que se poderia discutir hoje é o melhor metodo de reduzir um pouco esse superaquecimento".
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Nesta quarta-feira, 28, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu, por unanimidade, elevar a taxa de ruros (Selic) em 0,75 ponto percentual - para 9,50% ao ano.
Trata-se do primeiro aumento desde setembro de 2008, época em que a crise financeira mundial viu seus efeitos se alastrarem pela economia brasileira.
"Caberia um pouco de controle do crédito, especialmente à pessoa fisica", propõe o ex-secretário, que identifica na expansão do consumo popular as causas do que chama de "superaquecimento" da economia.
"Aumentar a Selic nesse momento tem o grande problema de aumentar o déficit público e desistimular investimento", avalia. "O investimento está crescendo, vai continuar crescendo, mas a uma taxa um pouco menor",.
Ele pondera: "Mas o impacto desses aumentos que o BC vai dar não é muito grande, nem no déficit público, ném no investimento".
Na avaliação de Julio Gomes de Almeia, não haveria muita diferença se o Copom houvesse optado por um aumento menor na taxa. "O que eu questiono não é a intensidade, e sim o método", aponta.
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