Atualizada às 10h04 |
Yuri Félix Araújo/Reprodução
Zé Dirceu diz a Protógenes, no aniversário de Orlando Silva, em São Paulo: "Ó o delegado que quis me prender!"
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Claudio Leal
O ministro dos Esportes, Orlando Silva Jr., reuniu políticos, empresários e amigos para comemorar seu aniversário de 39 anos, no restaurante Praça São Lourenço, em São Paulo, na noite desta segunda-feira (31). Com um grupo de jazz, a festa atraiu dirigentes esportivos e personagens fundamentais na engrenagem da Copa 2014. Em 9 de junho, o ministro viajará para a África do Sul, onde vai iniciar conversas preparatórias para o mundial no Brasil.
Entre os convidados, o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira; o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante; o ex-ministro José Dirceu; o pré-candidato do PCdoB ao Senado, Netinho de Paula; o delegado federal Protógenes Queiroz; o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero; a ex-jogadora de basquete Hortência; o tricampeão mundial Rivelino; os presidentes do São Paulo, Juvenal Juvêncio, e do Santos, Luis Álvaro de Oliveira; e o filho do presidente da República, Lulinha.
Às 23h, Orlando Silva agradeceu a celebração, organizada por sua mulher, a atriz Ana Cristina Petta, e lembrou que não será candidato em 2010, acenando apoio para o ex-presidente da UNE Gustavo Petta.
- Quem esqueceu de trazer o presente, não se contranja. Em outubro, vote em Dilma para presidente do Brasil... - brincou.
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu chegou mais tarde ao evento. Antes de sentar-se na mesa do presidente do PT de São Paulo, Edinho Silva, o petista se encontrou com o delegado Protógenes, pré-candidato do PCdoB a deputado federal. Dirceu, que teve o mandato cassado em 2005, foi citado em trechos e diálogos do inquérito da Operação Satiagraha.
- Ó o delegado que quis me prender! - anunciou, alto, Zé Dirceu.
E abraçou-o.
"Você tá em campanha?", quis saber o ex-ministro. Ambos confidenciaram a maldade das fofocas que envenenaram a relação dos dois no rastro da operação que prendeu o banqueiro do Opportunity, Daniel Dantas, em julho de 2008. "Está tudo acabado", entreouviu-se, ao selarem as pazes. Protógenes afirmou a Dirceu que as intrigas nasceram dos "adversários do presidente Lula".
Até as 2h, a festa ainda não havia acabado, como prometeu Orlando Silva. Ao lado da banda de jazz, que a essa altura improvisava com um cantor de hip-hop, ele dançava e recebia os abraços dos retardatários.
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