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Sábado, 5 de junho de 2010, 08h11

Ataque contra flotilha aumenta pressão sobre Israel

Reuters
Um homem palestino segura uma pedra em preparação para um confronto com as forças de segurança israelenses durante um protesto contra o ataque à frota ...
Um homem palestino segura uma pedra em preparação para um confronto com as forças de segurança israelenses durante um protesto contra o ataque à frota de ajuda humanitária

Desde a ação militar, o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu vem sofrendo pressão para suspender o bloqueio terrestre e marítimo a Gaza, imposto há três anos, quando o Hamas assumiu o controle do território.

A morte de nove ativistas no comboio humanitário com destino à faixa de Gaza despertou críticas de governos de todo o mundo, que também passaram a defender abertamente o fim do bloqueio imposto à região.

O bloqueio foi adotado por Israel e Egito em junho de 2007 para pressionar o Hamas. Mas a medida só provocou o empobrecimento da população local, que hoje tem acesso a apenas um quarto do volume de suprimentos a que tinha em 2006.

A pressão da comunidade internacional levou o Egito a reabrir, por tempo indeterminado, a única passagem entre Egito e Gaza, e principal via de entrada e saída de produtos e pessoas.

Mesmo o governo israelense demonstrou certa flexibilidade. Segundo um porta-voz do governo, Israel vai expandir a assistência dada à Faixa de Gaza.

Na Cisjordânia, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) foi relativamente cuidadosa ao condenar o episódio, apesar dos ânimos acirrados. O que se deveu, provavelmente, a retomada das negociações diretas entre árabes e judeus, há cerca de um mês, depois de mais de um ano suspensas.

 

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