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Reuters
Um homem palestino segura uma pedra em preparação para um confronto com as forças de segurança israelenses durante um protesto contra o ataque à frota de ajuda humanitária
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Desde a ação militar, o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu vem sofrendo pressão para suspender o bloqueio terrestre e marítimo a Gaza, imposto há três anos, quando o Hamas assumiu o controle do território.
A morte de nove ativistas no comboio humanitário com destino à faixa de Gaza despertou críticas de governos de todo o mundo, que também passaram a defender abertamente o fim do bloqueio imposto à região.
O bloqueio foi adotado por Israel e Egito em junho de 2007 para pressionar o Hamas. Mas a medida só provocou o empobrecimento da população local, que hoje tem acesso a apenas um quarto do volume de suprimentos a que tinha em 2006.
A pressão da comunidade internacional levou o Egito a reabrir, por tempo indeterminado, a única passagem entre Egito e Gaza, e principal via de entrada e saída de produtos e pessoas.
Mesmo o governo israelense demonstrou certa flexibilidade. Segundo um porta-voz do governo, Israel vai expandir a assistência dada à Faixa de Gaza.
Na Cisjordânia, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) foi relativamente cuidadosa ao condenar o episódio, apesar dos ânimos acirrados. O que se deveu, provavelmente, a retomada das negociações diretas entre árabes e judeus, há cerca de um mês, depois de mais de um ano suspensas.
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