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Quinta, 29 de julho de 2010, 09h41 Atualizada às 09h49

MG: Estádio público é mais fácil, admite gerente de projeto

Cristiano Couto/Gazeta Press
Ricardo Teixeira visita obras no Mineirão
Ricardo Teixeira visita obras no Mineirão

Dayanne Sousa

O fato de o estádio de Minas Gerais para a Copa de 2014 ser um patrimônio público facilitou o cumprimento do cronograma de obras, admite o gerente de projeto do governo mineiro, Eder Campos. Com o atraso das decisões em São Paulo - que tinha como proposta principal o Morumbi, um estádio privado - o andamento das obras no Mineirão foi elogiado nesta quarta (28) pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira.

- Para mobilizar em termos de equipamento para os jogos Copa, como você pressiona para que o governo tenha uma ação nesses jogos, é muito difícil quando é um equipamento privado - afirma Campos.

Em visita a Belo Horizonte, Ricardo Teixeira declarou que o Mineirão "tem vantagem" para receber a abertura dos jogos. Em encontro com o governador de São Paulo, Alberto Goldman, na semana anterior, Teixeira havia dito que "todo o esforço será para que São Paulo receba a abertura da Copa".

O Morumbi, que pertence ao São Paulo Futebol Clube, foi descartado pela Fifa como sede para a Copa depois que o clube não apresentou garantias financeiras suficientes para a reforma. Já o Mineirão é um estádio público. A reforma será bancada 98% por uma concessionária, a qual poderá usar uma linha de crédito de R$ 400 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES).

Campos evita dizer que Minas Gerais tenha entrado na briga pela abertura. "Para Minas, seria uma honra ter a abertura, mas vamos fazer de tudo para cumprir os cronogramas e essa é a melhor resposta que a gente pode dar para a Fifa".

Obras

A previsão é de que, ao todo, as obras do Mineirão custem cerca de R$ 665 milhões. Neste mês, teve início a segunda etapa do projeto, que prevê a demolição da área da "geral" e o rebaixamento do gramado e deve custar por volta de R$ 3 milhões. A expectativa é que essa etapa esteja concluída em novembro, quando começam então as obras da terceira e maior etapa. O estádio será modernizado, com construção de cobertura e uma área de lazer anexa.

A terceira etapa é a mais cara. O custo previsto é de R$ 654 milhões, que deverão ser bancados pela empresa que vencer a concessão com crédito do BNDES. Foram abertas inscrições e a escolha será anunciada na segunda semana de agosto. Em troca, a empresa ganha o direito de operar o Mineirão 25 anos, alugando o estádio para os clubes que fizerem partidas. Nesse período, se a arrecadação mensal estiver acima de um valor previamente combinado, parceiro e Estado dividem o ganho. Se estiver abaixo, Minas Gerais garante o mínimo à empresa.

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