Terra Magazine

 

Sexta, 19 de novembro de 2010, 16h00 Atualizada às 11h29

Ufólogo: ET Bilu disse que é ser humano e usa gauchês "Bah"

Claudio Leal

Fluente em português, o ET Bilu deseja se tornar, depois de torrentes de conversações, um ser humano. O ufólogo Felipe Castelo Branco, do Projeto Portal, relata a última confissão do ET brasileiro mais loquaz. Depois de uma entrevista polêmica à Rede Record, autora de uma reportagem crítica sobre o "amigo das estrelas", Bilu é candidato a superar - em celebridade - o contraparente de Varginha (MG).

- Falou. Bilu disse (que é um ser humano). Só que ele é baixinho, tem 1,40m de altura. Mas ele é humano, é humano como a gente. Perfeito. É um homenzinho, pequenininho - relata Castelo Branco.

Os ufólogos do Projeto Portal - proprietários da fazenda em Corguinho (MS), onde o ET costuma dar seus pulos - iniciaram uma campanha contra a Record, por discordarem da desconstrução de uma "farsa". O problema pode estar na alimentação inadequada do repórter da emissora, Cristiano Teixeira, que pediu para Bilu ficar distante de sua equipe.

- Quando iniciei esses contatos verbais, eu me sentia mal. Precisa de uma alimentação especial. Você não tá preparado pra ter contato físico com ele. E o pessoal da Record estava borrando de medo - conta o interlocutor de Bilu.

Castelo Branco recomenda "não tomar coca-cola, não beber e não fumar". Mas desmente que o extraterreste seja neurastênico, por implicar com rádios e luzes.

- O problema somos nós. Nós que temos que entrar na sintonia deles. Ele tá no 102,9 e a gente tá no 94,1 num rádio. A diferença é essa. Para a gente chegar perto, precisa fazer uma aceleração no nosso campo magnético. Eles conseguem fazer, entre eles, uma "chupeta" na gente...

Chupeta, bem entendido, é aquele jeitinho de reanimar a bateria de um carro. Essa não é a única revelação surpreendente. Num grupo de onze pessoas (o ufólogo é testemunha), Bilu recorreu ao gauchês.

- Uma vez estávamos 11 pessoas num grupo, conversando com Bilu, e tinha um gaúcho. Vez em quando ele dizia: "Baaaah..."

Com a licença de Luis Fernando Verissimo: Índio velho, o caso é para o Analista de Bagé.

Confira a entrevista com o ufólogo Felipe Castelo Branco.

Terra Magazine - O caso Bilu criou uma polêmica entre vocês e a Record, virou um tema das redes sociais... Vocês transmitem a Bilu essas reações das pessoas?
Felipe Castelo Branco - Com certeza. Inclusive, tem uns três dias que eu tive um contato com ele. Muita gente ficou preocupada na nossa associação (Projeto Portal) pela repercussão, pela esculhambação, a maneira meio avacalhada nos programas. O CQC avacalhou, mas produziu imagens impressionantes. Eu vejo que as pessoas não prestam atenção nos detalhes. Tem que se preocupar em olhar e analisar a imagem direitinho... Veja o vídeo que a gente mostrou... O absurdo... Não sei se você viu a resposta nossa...

Vi, sim.
Nós fomos alertados pelo Bilu.

Bilu alertou?
Alertou, alertou. Ele deu o programa pra gente. Eu estava presente nos contatos. Ele falou: "Olha, nós vamos nos apresentar à Terra, à mídia, mas primeiro a gente tem que tirar essa imagem negativa de extraterrestre, de cabeção, de olhão, de tentáculo". Inclusive ele usou essa expressão: "Nós não somos aberrações, somos seres humanos como vocês. Vocês são nossos descendentes. Vocês não precisam ter medo".

Bilu disse que é um ser humano, é isso?
Falou. Bilu disse. Só que ele é baixinho, tem 1,40m de altura. Mas ele é humano, é humano como a gente. Perfeito. É um homenzinho, pequenininho.

Você chegou a ver o que disse o perito Ricardo Molina? Ele afirmou que ali era um homem. Era até barbudo.
Com certeza. E vi muito (Bilu). Já tive a 30 centímetros de Bilu e morria de rir. Até porque onde ele indicava que eram os olhos de Bilu, era a altura do pescoço. Ou seja, é um pobre coitado. Vi no portal G1 uma reportagem descreditando ele. Nada a ver com Bilu, não. Outras análises feitas por ele. Descendo o cacete nele. Foi expulso não sei da onde... Um cara desse não tem competência técnica. Primeiro, eu acho, na minha opinião. Segundo, ele é ligado ao grupo que vem nos perseguindo. Quero me articular com alguns conhecimentos meus nos Estados Unidos e na França, pra poder analisar lá por laboratórios totalmente independentes da gente, que não têm nada a ver com o Brasil, justamente pra ter uma comprovação lá fora. Não é uma imagem manipulada. Afirmar, categoricamente, qualquer pessoa, que é um extraterrestre, eu consigo compreender. Já tive inúmeros experiências. Já estive inúmeras vezes do lado de Bilu, conversando com ele...

Ele é bem-humorado?
É muito bem-humorado. Ele é o único bem-humorado. Os outro são bem sérios. Há treze anos que faço essas pesquisas. A gente passa por treinamento. O Urandir (Fernandes de Oliveira) é o guru, é o chefe? O Urandir foi a primeira pessoa treinada por esses seres. Porque eles são um pouquinho mais acelerados do que a gente. A faixa de frequência onde eles vibram é uma oitava da terceira dimensão.

Agora, há ufólogos que criticam muito o Projeto Portal e dizem que Bilu é um de vocês... Ou é o Urandir, ou é o Alexandre Oliveira... Como você responde a essas críticas?
Vejo essas críticas totalmente normais. Pela minha experiência própria. Sou carioca, mas moro agora em Campo Grande. No começo, em 1996, quando eu conheci Urandir, ainda não existia o Projeto Portal. Ele já tinha 15 anos nas costas de ufologia, junto a Irene Granchi, a maior ufóloga brasileira. Desde criança eu acompanhava ela. Quando eu fui estudar na Europa, eu fiquei correspondente deles. Participei de eventos com dona Irene. Conheci muita gente. Eu tinha idéia da ufologia, como esses ufólogos que nos atacam têm. No Brasil, quando eu conheci Urandir, em 1996, eu disse: "Esse cara é um louco, não sabe o que tá fazendo". Um irmão, também já falecido, disse: "Vamos lá, vamos conhecer a fazenda". Eu falei: "Não vou, vá você". Ele foi e voltou encantado... Falei: "Você delirou, meu irmão". Mas como eu sei que ele não viajaria na maionese, não era ligado em ufologia, falei: "Deixe eu ir". Cheguei lá, passei dez dias e voltei totalmente transformado. Porque a quantidade de naves, de seres... Fiquei impressionado!

Deve ter dado até engarrafamento...
Olha, eu fiquei totalmente abilolado. Falei pra dona Irene, já velhinha: "Vamos lá...". Ela com resistência, né? Fiquei colado com Urandir, pesquisando, vi nascer o Projeto Portal... Em 2002, mudei pra Campo Grande, pra continuar, porque aí a gente começa o treinamento, com seres até. De seis anos pra cá eu venho tendo também essas conversações que o Urandir tem. Mil e poucas pessoas.

Você disse que anteontem falou com Bilu...
Tem uns dias. Doze dias.

De que ele tá se alimentando? Ele costuma ficar sempre atrás da moita? De que ele vive?
Ali existe uma base deles. Bilu pertence a uma base que se chama Laquin.

Dá pra soletrar?
L, A, Q, U, I, N. Ele é dessa raça, do sistema de Pegasus. Existem várias raças que moram lá. Os laquins são pequenininhos, são baixinhos. São de um metro a 1,40m. Já tive contato com quatro. Bilu é o quarto e é o líder deles. Mais irreverente...

Bilu é neurastênico? Ele manda o cara desligar o rádio, apagar a luz, relaxar o tendão. Não é uma espécie de neurastenia?
Não é neurastenia. O Cristiano (da Record)... Estão fazendo essas confissões pra interagir com ele... Ele manda desligar o rádio porque o campo eletromagnético é muito mais forte que o da gente. Quando iniciei esses contatos verbais, eu me sentia mal. Precisa de uma alimentação especial. Você não tá preparado pra ter contato físico com ele. E o pessoal da Record estava borrando de medo.

Pra falar com Bilu, tem comer o quê?
Não é comer, é uma dieta...

Tem que manter um dieta?
Não tomar coca-cola, não beber, não fumar.

Ou seja, quem está na macrobiótica tem mais chances de falar com Bilu?
Ah, claro! Tem. Agora, pode comer carne, sem problema, mas pode não ter a química. O pessoal da Record não estava preparado. Nada de refrigerante. Tinha que desligar o rádio pra afinar a sintonia.

O repórter estava com medo?
Ficou claríssimo. Estava tremendo de medo: "não, Bilu, Bilu, não chega perto..." Bilu disse: "Vou fazer uns ajustes energéticos". Bilu queria que ele desse a concha na mão.

O que é esse negócio de dar a concha?
É um teste. Quem conseguir entregar a concha, vai apresentar as 49 raças para o mundo.

Bilu ficou decepcionado com a Record?
Decepcionado assim, não. Porque ele não tem emoções. Ele já sabia que é normal, é um paradigma enorme...

Ele não revelou nenhuma emoção?
Não, ele não revela nunca emoção, porque não tem o emocional nosso. O emocional deles... Vamos dizer: Bilu tem quatro mil e poucos anos... (risos)

Qual é a quilometragem rodada de Bilu? Ele já passou por outras galáxias, por outros planetas?
Sim. Já passou por vários planetas. E a raça deles, Laquin, é especialista - chamamos eles de intraterrestes - em construções subterrâneas. São responsáveis pela construção da base, que tem aqui na região de Corguinho (MS). E em outros pontos do planeta. Eles têm essa tecnologia, pra auxiliar o pessoal aqui da Terra.

Voltando, você falou aí da necessidade de desligar o rádio. Quero só entender essa questão de sintonia. Mal comparando, é mais ou menos aquela exigência de o cara desligar o celular para não interferir no avião?
É mais ou menos isso. Mas não da parte dele. Muitas pessoas falam: "Ele é um extraterrestre, tem a tecnologia, pode sair e falar..." Claro que sim, pode falar. Pode. O problema somos nós. Nós que temos que entrar na sintonia deles. Ele tá no 102,9 e a gente tá no 94,1 num rádio. A diferença é essa. Para a gente chegar perto, precisa fazer uma aceleração no nosso campo magnético. Eles conseguem fazer, entre eles, uma "chupeta" na gente...

Chupeta?
É. Você não sabe como é? Quando a bateria do carro arreia, você vai lá e faz uma "chupeta" no carro...

Porque tem um duplo sentido nisso...
Ah, não! Cuidado com a palavra então (risos). A gente precisa dar uma energizada. Mas os nossos meridianos, a nossa estrutura molecular, pra conseguir sustentar, precisa dessa aceleração, dessa alimentação natural. Senão pode dar desconforto, uma dor de cabeça...

Antes de Bilu receber a concha, existe a possibilidade de ele encher o saco e sair da Terra?
Não. Porque eles têm um compromisso. Isso é um pouco mais complexo. Eles têm um compromisso com a humanidade. O fato é que o Bilu está se apresentando e outros vão se apresentar à mídia em geral. Eles querem romper esse paradigma de mentiras sobre a existência de extraterrestres. Eles têm uma grande preocupação com a população. Eu falei: "Bilu, por que você tá aparecendo no CQC?". Contestei. Ele falou: "Felipe, é o seguinte: nós não queremos que a população tenha medo. A gente quer introduzir de uma maneira lúdica, rindo...". Ele quer, devagarinho, mudar esse paradigma.

Há um questionamento em relação à linguagem de Bilu. Você disse aí que ele falou "é o seguinte". Ele usa algumas expressões coloquiais, não?
Não estou falando em verbatim, como ele fala.

Você está traduzindo?
Tô traduzindo. Posso dizer, até, que ele fala bastante coloquialmente. Uma vez estávamos 11 pessoas num grupo, conversando com Bilu, e tinha um gaúcho. Vez em quando ele dizia: "Baaaah..."

Ah, ele dizia "Bah"?
Falou "Bah". Não se enganem. Porque tem muita gente no projeto que diz: "Bilu, você é lindo, que gracinha". Confundem. Ele fala: "Não se confundam. Eu estou usando a personalidade de uma criança, meio lúdico, meio criança. Não sou uma criança imatura. Eu estou usando essa interface amigável para relaxar vocês". Isso ajuda a relaxar.

Como vocês estão vendo a avacalhação com essa história? Já disseram que a voz dele era de Michael Jackson ou que ele dublava a senadora Marina Silva...
(risos) Muitos pesquisadores ficam meio indignados, no projeto, principalmente o pessoal mais velho. "Mas como! O Bilu! Ficam avacalhando..." Fiquei meio assim, mas eu compreendo, porque ele tinha me explicado. O objetivo dele, como vocês estão vendo, você está me ligando por causa da repercussão... Ele queria isso... Ele diz que o nome dele tem uma vibração que traz esse negócio de "alegria". Por isso ele escolheu, não é o nome dele.

Ele quis ser uma celebridade, ter os quinze minutos de fama?
Não é quinze minutos de fama, não é celebridade. Imagina um ser de quatro mil anos pensar nesses termos. Ele quer quebrar esse gelo, ver o pessoal todo rindo. Já, já, ele aumenta um grau de contato. Não se iluda, em alguns meses a realidade vai mudar. Ele já tinha dito: "nós vamos entrar de sola na mídia". Ele tá entrando devagarinho...

O próprio Bilu disse que vai "entrar de sola"?
Claro que não assim, nesses termos. Mas ele quer reverter esse paradigma de mentira, porque os governos sabem da existência de extraterrestres. Eles não aceitam mais essa manipulação. Eles falaram pra gente que disseram aos governos: "Abram o jogo". O ex-ministro da Defesa do Canadá já falou abertamente, vários ministros franceses, italianos, chineses...

Vocês cobram para que as pessoas vejam Bilu?
Não, não é desse jeito de cobrar pra ver. Não é parque de diversões. Estão dentro do contexto de pesquisas. Isso não é atração turística, isso é um assunto extremamente sério...

 

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