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Segunda, 14 de março de 2011, 11h18 Atualizada às 12h23

Tremor de terra é registrado no interior de Goiás

Eliano Jorge

O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília registrou tremor de terra no município de Mara Rosa, no norte de Goiás, neste domingo (13). Na vizinha Mutunópolis, também se percebeu o fenômeno. Na mineira Montes Claros, houve relatos de moradores, porém sem confirmação técnica.

Nenhum desses eventos está relacionado aos terremotos ocorridos no Japão, garante o professor Lucas Vieira Barros, chefe do Observatório. "Os tremores de Mara Rosa são decorrentes daquele sismo de magnitude 5 que aconteceu no dia 8 de outubro (de 2010)", explica a Terra Magazine.

Uma estação sismográfica do Observatório foi levada para a região, a fim de registrar microtremores para descobrir a extensão da falha geológica que gera estes efeitos. "Aquele primeiro produziu trincos, rachaduras, destelhamentos de casas. Os danos não foram maiores porque as fazendas são de boa qualidade. Foi sentido a 300 quilômetros de distância, em Goiânia. Em Brasília, assustou muita gente, evacuaram prédios", relata Barros.

Mara Rosa já sofreu com "umas 500 réplicas talvez", estima. A maioria dos tremores não é sentida por seus habitantes, que só percebem os fenômenos de grau 2 em diante.

- O (tremor) de Montes Claros não foi estudado porque não tem estação no local, entretanto é uma região sísmica, que ao longo do tempo vem produzindo sismos de baixa magnitude, percebidos pela população - diz o professor.

Ele afirma que o País não está livre de terremotos. "É furada dizer que não tem. Tem, sim, em vários lugares. O que não tem, no Brasil, são terremotos gigantescos, ninguém deve esperar isso. Mas tremor de terra de até 6,5 é possível. É muito. Pode ocorrer em Porto dos Gaúchos, no Mato Grosso", avisa Barros, lembrando do maior abalo sísmico registrado em território nacional, de 6,2, em 1955.

Ásia

Lucas Vieira Barros destaca o gigantismo do terremoto que arrasou o Japão, de 8,9. "A despeito de todo preparo japonês do ponto de vista de tecnologia de construção e engenharia sísmica, a natureza provou que é muito mais poderosa. A despeito da barreira de contenção de tsunami também", assinala.

Ele aponta que seriam produzidos muito mais danos e uma catástrofe gigantesca se não fossem essas precauções. "Os EUA também são, mas o Japão, sim, é o país mais preparado", opina.

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