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Quinta, 7 de abril de 2011, 12h04

"Logo percebi que era um extermínio", diz vizinha de escola

Ana Cláudia Barros

"Eram crianças chorando porque tinha morrido coleguinha, professores correndo. Foi uma gritaria". O relato, ainda assustado, é da operadora de telemarketing Paula Maria da Silva, 22 anos, que mora ao lado da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo (RJ), onde pelo menos dez alunos foram mortos e mais de 20 ficaram feridos em um massacre ocorrido na manhã desta quinta-feira (7).

Paula conta que foi surpreendida com o barulho dos disparos logo depois de acordar.
- Inicialmente, pensei que fosse assalto, mas pela quantidade de tiros, vi que não era. Logo percebi que era um extermínio. Liguei para a polícia. A atendente informou que já tinha uma ocorrência e, em seguida, ouvi o barulho da sirene da viatura da polícia e uma intensa troca de tiros.

A tragédia, que deixou chocados os moradores de Realengo, ainda não tem uma explicação. Segundo a atendente, a versão que circula no bairro daria conta de que os assassinatos em série teriam sido motivados por bullying. Por ora, nada ainda foi confirmado.

- Essa escola é um problema sério. Uns dizem que foi bullying, que o atirador era pai de uma criança que apanhava, mas ainda não se sabe. É o que todo mundo está comentando. O que acontece todo dia nessa escola é que os alunos pulam o muro do colégio e vão para a praça brigar. Depredam tudo.

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