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Sexta, 27 de maio de 2011, 08h13

Exposição traz religiosidades da Irmandade da Boa Morte

Na semana do Dia da África (25 de Maio), o Museu Afro Brasil abriu, em São Paulo, a exposição "Mulheres Negras - A Irmandade da Boa Morte de Cachoeira", que reúne fotografias de Pierre Verger e Adenor Gondim para representar aspectos culturais e religiosos da cidade histórica do Recôncavo Baiano.

A Boa Morte irmana o Candomblé e o catolicismo na formação religiosa das mulheres, que cumprem os rituais católicos e também se vinculam a terreiros. Segundo o jornalista e escritor Odorico Tavares, ex-repórter da revista "O Cruzeiro", "foram os (negros) jejes se deslocando de Salvador para o interior que levaram a devoção para Cachoeira. Porque em tempos idos, havia a devoção em várias igrejas e conventos da capital".

Com a curadoria do artista plástico Emanoel Araújo, a exposição vai além das fotografias e traz balangandãs baianos, arte sacra e vestimentas tradicionais. O visitante ainda pode conferir, no museu localizado no Parque Ibirapuera, outras exposições sobre a religiosidade afro-brasileira: "Carybé e O Grande Mural dos Orixás" e "Deuses d'África", com a representação das divindades do Candomblé da Bahia nos trabalhos de artistas como Carybé, Hélio Oliveira, Mario Cravo Junior, Osmundo Teixeira, Reginaldo e Zélia Pólvoa.

Mulheres Negras - A Irmandade da Boa Morte de Cachoeira

Museu Afro Brasil (Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, Parque Ibirapuera, Portão 10). De terça a domingo, das 10h às 17h (permanência até 18h). Grátis.

 
Pierre Verger/Divulgação
Na lente do etnólogo francês Pierre Verger, as mulheres negras da Irmandade da Boa Morte de Cachoeira (BA)

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