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Sábado, 10 de setembro de 2011, 08h06

O bêbado e o pum

José Luiz Teixeira


Treinador do Flamengo, Luxemburgo enfrentou polêmica sobre flatulência
(foto: Hedeson Alves/Vipcomm/divulgação)

Da comemoração dos 10 anos do ataque às torres gêmeas às manifestações contra a corrupção no 7 de Setembro, passando pelo 'complexa' nova crise mundial (como disse a presidenta) foram muitos os assuntos importantes veiculados pela mídia na semana que passou.

Duas notícias de menor ou nenhuma importância me chamaram a atenção, entretanto, por inusitadas que foram.

A primeira, ouvi pelo rádio, na madrugada de quarta-feira passada.

Foi um desmentido sobre uma possível vítima de bala perdida na ocupação do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro.

Já havia ouvido em várias emissoras de rádio que um homem havia sido atingido por uma bala perdida durante o conflito entre militares e traficantes.

Um repórter da CBN, porém, que teve o cuidado de vasculhar os prontos socorros da vizinhança para confirmar a informação, descobriu que a história não havia sido bem assim.

Na verdade, ao contrário do que havia sido informado, ninguém foi ferido pelo fogo cruzado.

O mal-entendido foi causado por um bêbado que ouviu o barulho de um tiro, se assustou e caiu no meio da rua.

Como a queda lhe causou um pequeno corte na cabeça, que sangrava, levaram o distinto bebum para o hospital imaginando que teria sido alvejado.

No Pronto Socorro, os médicos descobriram que o distinto ébrio não tinha bala nenhuma na cabeça; apenas muita cachaça.

Outra notícia que me fez rir foi sobre outro 'pum'; não o barulho do tiro que assustou o bêbado do Morro do Alemão, mas o sonido resultante de uma flatulência.

Esse sonido foi ouvido durante uma preleção do técnico Vanderlei Luxemburgo aos jogadores do Flamengo.

Virou notícia e chegaram a culpar o referido traque pela derrota do time para o Bahia, no dia seguinte, o que, por si só, já seria risível.

Porém, mais divertida ainda foi a confissão, no dia seguinte, do treinador físico do clube.

Diante do inesperado zum-zum-zum que tomou conta das polêmicas discussões nos botequins da Cidade Maravilhosa, o rapaz deu uma coletiva para esclarecer o assunto.

E, dignamente, tomou uma atitude rara mesmo nas rodinhas mais íntimas - sem trocadilho, por favor - de irmãos ou amigos: assumiu a culpa do primeiro peido de repercussão nacional na história deste País.

José Luiz Teixeira é jornalista. Formado pela Faculdade Cásper Líbero, trabalhou em diversos órgãos de imprensa, entre os quais as rádios Gazeta, Tupi e BBC de Londres, e os jornais O Globo, Folha de S.Paulo e Folha da Tarde.

Fale com José Luiz Teixeira: jl.teixeira@terra.com.br

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