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Aloisio Mauricio/15.set.2011/Terra Magazine
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e o prefeito, Gilberto Kassab, em passeio simbólico de metrô na inauguração de nova estação
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José Luiz Teixeira
De São Paulo
O fato de Lula estar se tratando no Hospital Sirio-Libanês, e não no SUS, ainda está gerando discussão pela internet.
De um lado, muita gente pergunta por que o ex-presidente não recorreu ao serviço público.
Os petistas contra-atacam, acusando essas pessoas de preconceituosas, pois não admitiriam um ex-operário usar um hospital da elite.
No fim, o tema acaba se transformando em bate-boca e deixa em segundo plano a verdadeira discussão sobre o assunto, que é a relação entre autoridades e serviços públicos no Brasil.
De qualquer forma, ganhou corpo entre internautas uma proposta que, apesar de romântica, não deixa de ser interessante.
Trata-se da sugestão de que todos os homens públicos usem os equipamentos públicos pelos quais têm obrigação de zelar.
Nesse caso, Lula teria de enfrentar a fila do SUS e torcer para ser atendido enquanto ainda fosse tempo.
O governador paulista Geraldo Alckmin dirigiria seu próprio carro sem seguranças pelas perigosas ruas do bairro do Morumbi, onde fica a residência oficial.
O prefeito paulistano Gilberto Kassab faria seu trajeto para o trabalho, no centro da cidade, de ônibus.
Deputados, vereadores e senadores colocariam seus filhos nas escolas públicas. E assim por diante.
É o que propõem internautas notadamente apartidários, que não querem saber se o político em questão é tucano ou petista.
Os mais otimistas sonham que só assim as coisas funcionariam melhor em nosso País.
A maioria, porém, vê na proposta um castigo àqueles que malversam o dinheiro público.
Por bem ou por mal, é uma ideia a se considerar.
Fale com José Luiz Teixeira: jl.teixeira@terra.com.br