Em junho do ano passado a dívida dos times ingleses estava na casa dos 3,5 bilhões de euros. Uma fortuna assustadora. Meses depois e uma revisão nos balanços da temprada de 07/08 de 732 clubes associados a Uefa, sendo 18 deles da Inglaterra, mostra que esse valor é de 4 bilhões de euros, o que corresponde a 56% do total das dívidas de todos os times europeus avaliados pelo estudo da Uefa que o jornal The Guardian teve acesso. O valor seria ainda maior, mas tanto o Portsmouth como West Ham, justamente por estarem com dívidas mosntruosas, não estavam licenciadas pela Uefa e ficaram de fora do levantamento.
Uma situação preocupante que nem mesmo a receita recorde que a Premier League tem no momento com os contratos comerciais e de direitos de televisão (122 milhões de euros em média para cada equipe) parece ajudar. A Uefa pretende utilizar o estudo para comprovar a importânica do programa Financial Fair Play, que vai exigir dos clubes medidas que busquem o saneamento das dívidas a partir de 2012, como um controle mais rígido no gasto com contratações.
O Manchester United, por exemplo, está no topo dessa lista com 1,1 bilhão de euros de dívidas e passa por momentos delicados fora de campo. Existe uma pressão muito forte para que o empresário Malcom Glazer (foto) venda o clube. Segundo os torcedores da equipe, Glazer está preocupado apenas com seus negócios e não com o futuro do Manutd. Keith Harris, torcedor do time e dirigente da Football League e de um banco de investimentos, lançou uma campanha para que os torcedores boicotem os próximos jogos. Harris está em contato com diversas torcidas organizadas e grupos para que sua idéia seja posta em prática, mas será que a paixão ou a razão vai falar mais alto nesse momento? Qual a sua opinião?
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