Nos Estados Unidos costumam comparar o SuperBowl com a final da Copa do Mundo de futebol ou as Olimpíadas quando o debate é sobre os eventos esportivos mais importantes do mundo (e aqui entram diversos fatores como exposição na mídia, audiência, receitas geradas com patrocinadores, bilheteria e direitos de transmissão, etc). Sou fã do Super Bowl, mas acho que esta comparação não cabe, Copa do Mundo e Olimpíadas estão na frente, principalmente pelo alcance global.
Mas nos últimos anos a final da Champions League sofreu alguns ajustes, como a mudança da data da partida para o sábado, justamente para brigar de frente com o Super Bowl e, depois do jogo no último sábado entre Barcelona e Manchester United, podemos dizer que os norte-americanos ganharam um rival de peso, que vem crescendo ano após ano.
Primeiro gostaria de ressaltar que esta “disputa” é ótima para para a indústria do esporte e não estamos falando de modalidades, mas sim das propriedades comerciais de cada um deles.
Há anos que o Super Bowl segue a linha de jogo/evento/show/entretenimento e por isso, neste aspecto, já tem mais tradição. Mas o trabalho de marketing que a Uefa vem fazendo com a Champions League é fantástico e, finalmente, a qualidade que se via dentro do campo, agora também começa a aparecer fora dele, tanto que em 2009 passou a ser a partida única com maior audiência global – o Super Bowl vem atingindo a marca de 110 milhões de telespectadores somente nos EUA.
Dificilmente a final da NFL vai perder o posto dos 30 segundos mais caros do planeta, nem a cultura das mega produções das agências de publicidade para estarem neste espaço nobre, até pelo formato de negociação dos direitos de transmissão, que são completamente diferentes. Mas o fato é que a final da Champions League conquistou um espaço que não tinha há dez anos e, pelo que li na imprensa dos EUA durante o final de semana, já está incomodando muita gente.