Ontem, após 19 temporadas de NBA e quatro títulos, Shaquille O’Neal anunciou a sua aposentadoria. Uma carreira marcada por conquistas, algumas confusões e, mais recentemente, pela constante troca de equipes (foram seis no total da cerreira).
Shaq, como era conhecido, ganhou destaque ainda jovem na liga universitária de basquete e depois atuando no Orlando Magic. Ganhou fama fora das quadras, participou de dez filmes, foi estrela de jogos de videogame, programas de televisão, gravou músicas em parceria com artistas do hip-hop e acumulou contratos de patrocínio com empresas como Reebok (onde ajudou a vender mais de 80 milhões de pares de tênis com o seu modelo em 15 anos, em 2006 ele trocou pela chinesa Li-Ning em outro contrato milionário), Pepsi e Burger King.
Mas foi nos últimos anos que Shaquille deu mais um exemplo de homem de negócios no universo do marketing esportivo. Com mais de 3,8 milhões de seguidores no Twitter, nenhum outro atleta no mundo conseguiu entender tão bem a ferramenta e o poder das mídias sociais como ele – o próprio anúncio da aposentadoria ocorreu pelo canal, num vídeo que teve 500 mil views em apenas três horas.
Enquanto a maioria desconhece e abusa de erros grotescos de comportamento, o pivô interage diariamente com seus fãs, cria conteúdo exclusivo (vídeos e fotos) e faz ações de relacionamento, como a que ficou “brincando de estátua” em uma praça de Boston enquanto milhares de fãs aproveitavam o momento para tirar fotos com o ídolo.
Shaquille jogou muito dentro das quadras, mas fora delas a sua performance também é notável e, certamente, esta ainda vai demorar um pouco para se aposentar.