No Brasil patrocínio, infelizmente, é sinônimo de camisa. Isso porque é o caminho mais fácil, com exposição rápida e retorno de visibilidade, quando o ideal é também ativar esta propriedade com diversas outras ações de comunicação. Porém é possível ter negócios com um time de futebol sem, necessariamente, estar no uniforme e ter bons resultados com isso.

Vejam o modelo que o Bayern de Munique segue, por exemplo. Recentemente o clube alemão anunciou a extensão do contrato que tem com a Samsung por mais um ano. Todos sabemos que o time tem na camisa apenas a marca T-Mobile, mas nem por isso grandes empresas, como a Samsung, deixam de fazer negócio, pois a mesma agora vai oferecer conteúdo exclusivo do time nos seus produtos eletrônicos (celular, tablet, etc), como uma das primeiras ações.

Isso porque o Bayern tem um modelo muito bem definido sobre as propriedades e direitos de cada patrocinador, com cinco categorias: patrocinador princial (no caso a T-Mobile, que tem o uniforme incluso como mídia), fornecedor de material esportivo (adidas), parceiros premium (Samsung, Coca-Cola, Audi, Lufthansa, Yingli Solar, Paulaner e HypoVereinsbank), parceiros clássicos e parceiros de alimentação.