Segundo estudo publicado pela consultoria PWC este mês, a receita advinda de contratos de patrocínio passará a bilheteria e se tornará a principal fonte da indústria do esporte até 2014. No Brasil, este movimento já está consolidado no futebol, mas muito mais pela falta de modernas arenas e presença de público do que por estratégia – na verdade, por aqui, chama a atenção o patrocínio passar os números obtidos com a venda de jogadores, que era de onde vinha a maior parte do dinheiro, porém tiveram que “lotear” seus uniformes para isso.

Ainda de acordo com a pesquisa, os valores investidos em patrocínio no período de 2011 a 2015 terão um aumento médio de 5,3% ao ano, mesmo com a forte crise financeira na Europa. Para a PWC, o Brasil, Rússia, India e China, que além de estarem em destaque no cenário econômico também receberão grandes eventos, serão os responsáveis por este forte crescimento.

Para se ter uma ideia, em 2014, quando teremos a Copa do Mundo no Brasil e as Olimpíadas de Inverno na Rússia, o valor total separado pelas empresas para patrocínio no esporte vão chegar a 34 bilhões de euros, superando em cerca de um bilhão as rendas com bilheterias de eventos esportivos no mundo todo. Em terceiro lugar neste ranking de geração de receitas estarão as ações de merchandising e em quarto os negócios gerados com propriedades de mídia/direitos de transmissão.