Há alguns anos o Setor Visa, instalado em estádios como o Palestra Italia, Morumbi e Orlando Scarpelli, trouxe muito mais comodidade para o torcedor brasileiro, principalmente pela facilidade na compra, mas também com melhorias para os torcedores nas instalações e serviços.

A tecnologia responsável por este sistema de venda de ingressos digitais avançou e ficou mais barata, mas, curiosamente, os preços para os consumidores continuam caros, quando a lógica deveria ser outra, já que desta forma não existe mais o custo de impressão, bilheteria e funcionários, por exemplo.

Prova disso é a iniciativa do Boston Red Sox, time da Major League Baseball. Com o intuito de não subir o preço, o time definiu que todos os ingressos para o setor mais barato (US$ 12 nos últimos dez anos) do Fenway Park serão digitais, eliminando o papel e exigindo que o fã passe o cartão de crédito utilizado na compra para poder entrar no estádio – mesmo modelo vigente no Brasil.

Esta iniciativa não foi bem aceita por todos e vem recebendo críticas de torcedores.

Nos EUA a venda paralela é, de certa forma, regulamentada quando se tratam de ingressos anuais que os proprietários revendem em sites do gênero – a figura do cambista na porta do estádio é proibida. Com o modelo digital esta revenda fica impossível, ou mesmo no casos de querer presentear amigos.

Este caso ilustra como no esporte a praticidade e modernidade da tecnologia ainda enfrenta barreiras culturais, mesmo nos EUA onde modalidades como o futebol americano utiliza de diversos recursos durante as partidas.