Não se fala em outro assunto na NBA: Jeremy Lin, americano, 23 anos, filho de taiwaneses, formado em economia pela Harvard e que, depois de ser dispensado por alguns clubes, saiu do banco de reservas do New York Knicks para se tornar o novo fenômeno da liga de basquete mais famosa do mundo, com atuações dignas de um grande astro.

Se a “Linsanity” é algo passageiro ou se ele realmente veio para ficar, só o tempo vai dizer, mas o “estrago” que ele vem provocando no mercado já é um fato. Provavelmente a valorização mais rápida de uma marca de atleta nos últimos anos, já estimada pela Forbes em US$ 14 milhões.

A camisa com o número 17 nas costas virou objeto de desejo em Nova York, principalmente entre os asiáticos, e a procura tem sido muito maior que a demanda. É chegar em qualquer loja oficial do clube para vender tudo. Com isso, os fãs passaram a comprar qualquer produto que leve o nome do atleta e até os mais pequenos souvenirs sumiram das prateleiras.

Vejam alguns dos principais feitos de Jeremy Lin nas últimas semanas:

- No Baidu, o principal site de buscas chinês, o nome dele já a palavra mais buscada.

- No Twitter o número de seguidores cresceu de maneira incrível nos últimos dias e já passou dos 400 mil.

- A Nike já planeja lançar um modelo de tênis assinado com a assinatura de Jeremy, geralmente uma honraria para os grandes nomes de cada modalidade entre seus patrocinados.

- A audiência dos jogos dos Knicks subiu 70% e a do site (principalmente pela busca de produtos na loja online) aumentou em 3.000%

- o preço dos ingressos no mercado paralelo também foi afetado, com aumento médio de 52%

- Até o valor das ações da Madison Square Garden, a empresa que administra o ginásio onde os Knicks mandam seus jogos, subiu 6% na última semana por causa do atleta

Atualmente Lin recebe salário de US$ 800 mil ano dos Knicks, o piso para um atleta do nível dele – que já passou por outros times e ainda não decolou. Provavelmente, se ele manter este ritmo, este será mais um número que vai crescer.