O tema está na pauta há, pelo menos, três anos, quando a crise econômica espantou os patrocinadores da indústria esportiva nos Estados Unidos. Desde então, o assunto ora esquenta, ora esfria, com discussões sobre os pontos positivos e negativos de inserir logomarcas de empresas nos uniformes dos times da NBA, algo que nunca aconteceu na história da liga de basquete.
O próximo round será agora em abril, na reunião do comitê, onde a questão será discutida e até votada. Mas como esta é uma pratica nova, alguns pontos levantados – que para nós brasileiros, acostumados com esta prática no mercado há muitos anos – ainda prometem transformar esta história numa longa novela.
A adidas, por exemplo, fornecedora oficial e exclusiva de uniformes de todos os times, já se manifestou, pois vai ter que dividir espaço com mais uma marca, algo que não constava em contrato. Além dela, a TNT e a ESPN, emissoras que detém os direitos, também estão na mesma situação, e querem rever alguns pontos. A possibilidade é que todos estes peçam uma recompensa para ceder.
Outra questão delicada: caso opte por autorizar os patrocinadores de uniformes, a NBA vai ser a primeira liga norte-americana a adotar o novo sistema, qual o impacto deste pioneirismo com a opinião pública? Será que uma rejeição pode ter o efeito contrário e afastar as marcas depois?
Ou seja, quanto vale abrir mão da tradição e liberar as marcas nos uniformes? Um conta difícil de se fazer e que ainda, caso sigam o caminho de liberar, vai demorar para ter uma resposta definitiva.
Um estudo preliminar realizado pela Horizon Media mostrou que a exposição de uma marca num time da NBA, pode render, em média, até US$ 32 milhões em exposição na mídia somente com as transmissões das partidas, sem contar os demais programas esportivos e mídia impressa e online.
Na NBA, onde até hoje todos os contratos de patrocínio foram planejados sem a questão da visbilidade como peso maior de tudo (algo que é uma febre maldita no dutebol brasileiro), estes números podem chegar como uma bomba, capaz de mexer muito com o mercado da indústria de patrocinio nos EUA.