Além de crescer os negócios em novos mercados, como India, Emirados Árabes e Coréia do Sul, Bernnie Ecclestone tem uma obsessão: finalmente emplacar a Fórmula 1 nos Estados Unidos.
Depois de muitas tentativas em outros circuitos e um afastamento que durou cinco anos, a prova realizada no último final de semana em Austin, no Texas, num circuito moderníssimo que custou US$ 400 milhões, foi muito elogiada não só pelos pilotos, mas também pelas equipes e jornalistas.
Falta ainda conquistar o público, o velho problema que a F1 enfrenta por lá com a concorrência com a Indy e, principalmente, a Nascar. Apesar da importância que o evento tem para a economia da cidade, a população local mais reclamou do que elogiou. Mesmo assim os números para uma prova inaugural foram muito bons: o público total nos três dias bateu a casa de 265 mil pessoas.
Além disso, a organização caprichou na lista de convidados, camarotes e no serviço de comida e bebida do paddock, tudo para trazer uma marca de evento premium e assim se diferenciar das outras provas norte-americanas. E aqui que está o fator que pode ser o grande divisor de águas, já que não tem como saber a reação do público, principalmente num lugar tão tradicional como o Texas.
Ecclestone ficou empolgado e chegou a declarar que quer não apenas uma grande etapa por lá, mas três, sendo as outras duas em Nova York (num possível circuito de rua) e outra na Califórnia. A intenção de Bernnie soa como devaneio, mas ninguem duvida ao mesmo tempo.