Depois de quase seis anos David Beckham vai deixar a MLS, a liga norte-americana de futebol que, mesmo ainda longe de ter a força dos campeonatos europeus e até mesmo sul-americanos, não para de crescer. E o inglês se despediu dos gramados dos EUA em grande estilo faturando o seu segundo título com o LA Galaxy.
Muitos podem dizer que Beckham errou ao trocar o Real Madrid pela MLS em 2007, principalmente porque isso o afastou das grandes competições e até da seleção inglesa, mas ninguém pode negar que o objetivo que foi traçado naquela época deixou de ser cumprido. E nem estou falando da questão financeira, que, óbvio, foi fundamental. Mas sim do papel dele como embaixador de um campeonato que já tem uma das maiores médias de público no futebol mundial – na final eram mais de 30 mil pessoas, com diversas celebridades presentes, na temporada a média ficou em cerca de 19 mil, maior do que a liga francesa, por exemplo.
Não é exagero nenhum dizer que neste papel ele teve mais sucesso do que o próprio Pelé, Beckenbauer e Cruyff, jogadores que, sem dúvida, foram muito melhores tecnicamente do que Beckham, mas que não conseguiram colocar os Estados Unidos no mapa do futebol (a final foi transmitida para 157 países) e, principalmente, fazer os próprios norte-americanos se interessarem pelo esporte como agora.
Desde a chegada de Beckham sete novas equipes foram criadas e agora a maioria absoluta joga em seus próprios estádios, deixando de lado aquela improvisação ruim nos campos de futebol americano. O próprio LA Galaxy passou a realizar jogos de exibição pelo mundo com cachês maiores que muitos times europeus. Agora, além das presenças de Thierry Henry e Rafa Marquez, a liga estaria disposta a buscar nomes como Kaká e Lampard.
A MLS ainda tem muito o que crescer, mas o projeto Beckham foi um sucesso.