As recentes derrotas dos principais pesos médios do Ultimate Fighting Championship deixaram o campeão Anderson Silva com apenas uma alternativa: enfrentar Chris Weidman (foto: UFC).

A equipe do Spider, e o próprio Anderson, tinham preferência por Michael Bisping, lutador inglês que é conhecido por promover bem as suas lutas e que consequentemente  venderia milhares de pay-per-view.

Mas The Count não resistiu ao talento de Vitor Belfort e caiu semi-consciente no segundo round do principal combate do UFC-SP após ter sido atingido por uma canelada certeira em sua cabeça. O brasileiro ainda teve tempo de socá-lo algumas vezes até a interrupção do árbitro.

Mike não era o adversário favorito por sua técnica apurada – ainda que o Spider e seus empresários insistam em elogiar o esforçado lutador do Reino Unido – mas pela popularidade que ele alcançou sobretudo por declarações polêmicas, o que convenhamos, não oferece risco algum ao melhor lutador até 84kg do mundo.

Antes de Bisping, Alan Belcher e Tim Boetsch foram derrotados na mesma noite por Yushin Okami e Costa Philippou e deram adeus à oportunidade de disputarem o título, pelo menos por ora.

Vitor Belfort também quer enfrentar Silva. Antes do nocaute sobre Michael Bisping, ele já havia vencido os confrontos contra Yoshihiro Akiyama e Anthony Johnson, antes de ter enfrentado Jon Jones pelo cinturão dos meio-pesados.

Apesar da história de sucesso na organização e de ser visto como um dos lutadores mais perigosos do peso, The Phenom nem mesmo é mencionado entre os postulantes ao cinturão, o que leva a crer que seu nome tem sofrido resistência por parte dos agentes de Anderson.

Se o campeão quer lutas com altíssimo potencial de arrecadação contra os melhores competidores de sua categoria, então por quê não conceder revanche a Vitor, sendo que eles fizeram a luta que mais chamou a atenção da mídia e do público brasileiro em toda a história do MMA no Brasil?  

Belfort disse recentemente que já digeriu a derrota sofrida para o paulista em fevereiro de 2011 e tem feito campanha por outra revanche, contra Johnny Bones, que certamente não ocorrerá tão cedo, se é que será realizada. Jones tem pelo menos três lutas a serem feitas (contra Chael Sonnen, Alexander Gustafsson e Lyoto Machida ou Dan Henderson) e planeja subir para os pesados em breve.

Resta Chris Weidman. Ao todo, All-American possui nove vitórias em seu cartel profissional nas artes marciais mistas, ou seja, ele possui menos lutas do que Anderson defendeu o cinturão no UFC. Sua apresentação mais impressionante – e que o colocou no mapa – foi contra Mark Munoz, que voltava ao octógono após ter feito cirurgia no braço.

Naquela luta, Weidman foi melhor no solo, nas quedas e na trocação e abriu o caminho para a vitória com uma cotovelada desferida em pé e complementada no chão, onde desferiu alguns socos até a intervenção do árbitro. Até então, sua vitória mais significativa havia sido contra Demian Maia, em uma luta que ficou marcada pela má atuação de ambos atletas.

Dana White, presidente do UFC, já declarou que o embate 'Silva vs Weidman' está mais próximo de ser realizado do que os fãs pensam e disse que o americano não somente quer voltar ao octógono como disse que esmagará Anderson Silva.

“Ele não só quer retornar como quer enfrentar o melhor de todos os tempos. Ele disse: Eu vou esmagar esse cara, lutarei com ele no Brasil e darei a revanche no Madson Square Garden”, contou o chefão.

De fato, a luta faz sentido por tudo o que foi explicado anteriormente. Weidman só se esqueceu de que o MMA ainda não foi liberado em Nova Iorque. Portanto, terá de conceder a revanche, segundo disse a White, em outra cidade.

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