Vovó Canabis atenta, em Londres.

Vovó Canabis atenta, em Londres.

Os ativistas da legalização da maconha nos EUA estão animados. Dentre eles, está George Soros, empresário e financista que, num único dia, faturou US$1,0 bilhão. Soros mantém 75 dos seus funcionários cuindando de estratégias pró-legalização em sete cidades norte-americanas.
Nos últimos quatro meses progrediu-se mais do que em 20 anos, afirmou Ethan Nadelmann, 52 anos, presidente da mais importante organização não governamental para a legalização da cannabis.
A conclusão de Nadelmann está apoiada em sondagem publicada na última edição do ABC-Washington Post. Pela sondagem, 46% dos pesquisados são favoráveis a legalizar a maconha, como ocorre com o tabaco e o álcool. São contrários 22%, porcentual em queda na comparação com anos anteriores.

Nadelman preside a Drug Policy Allance. É bacharel em Direito e conquistou a laurea de doutor em concurso público.

A mencionada Drug Policy Alliance e os apoiadores orientados por Soros adotam a mesma estratégia vitoriosa que a adoção da união gay em 5 estados e foi aprovada pelo presidente Obama.

Grosso modo, é a estratégia do “abafa” num sistema federativo. Como explicou Nadelman, os estados-federados elaboram as leis e a União fica pressionada e “incapsulada”.

Para os ativistas, os discursos conservadores não mais resistem. Por exemplo, não pega mais o discurso da venda de maconha com princípio ativo (thc) potente, alterado. Isto porque, explica Nadelman, competirá ao Estado regulamentar e fiscalizar, como faz com o álcool e o tabaco. E recebe tributos para isso.

PANO RÁPIDO. Como já registrado em textos anteriores publicados neste blog Sem Fronteiras, em tempo de crise econômica-financeira os governantes buscam fontes novas de tributação. E o mercado das drogas proibidas nunca entrou em crise.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–