Pelo jeito, as autoridades sanitárias austríacas ficaram preocupadas com o encontro, na Alemanha, de 0,4 gramas de  cocaína por litro do energético Red-Bull.

Ontem, em diferentes cidades, foram realizadas preventivas apreensões de latinhas de Red-Bull-Cola.

Segundo a Agência Austríaca para a Saúde e a Segurança da Nutrição, o resultado da perícia químico-toxicológica será divulgado até o final da semana.

No Brasil, apesar da ampla divulgação sobre o constatado na Alemanha, nenhuma providência foi tomada com relação ao produto que é aqui comercializado.

O instituto alemão que realizou a análise no produto comercializado como  Red-Bull-Cola, emitiu, no final da tarde de ontem, uma nota de esclarecimento. Ou seja, para a cocaína fazer efeito, haveria necessidade de o consumidor beber 100.000 litros de uma vez.

Parêntese: sobre dosagens elevadas, é bem lembrar que a dose mortal da maconha é de 4 kg (fonte: Tod Mikurya, Marijuana in Medice: Past, Present and Future, California Medicine, 110- 1969, pp.34/40). Para matar, há necessidade, portanto, de consumo continuado de 4 kg de erva canábica. Tal quantidade é igual a 40 mil vezes a dose normal de consumo por um usuário de maconha

Para os austríacos, o importante é constatar a presença de elemento escondido do consumidor, isto é, não especificado na “latinha”.

O professor alemão Fritz Soergel, um especialista de nomeada, considerou excessiva a proibição da bebida Red-Bull Cola em várias cidades da Alemanha. Ele alertou que “vivemos num mar de drogas e substâncias dopantes”.

Para Soergel, depois de um teste rápido, ocorreram oscilações na quantidade de cocaína encontrada e nos efeitos, no metabolismo, do “benzoylecgonia”. Mais, ele constatou variações nas taxas de cafeína: “ Se fosse feito o mesmo tipo de análise em outras bebidas e alimentos, muitas descobertas ocorreriam”, ressaltou Soergel.

PANO RÁPIDO. A empresa que fabrica o Red-Bull ainda não avaliou o impacto no que toca à queda de consumo em face do sucedido na Alemanha. O  blog Sem Fronteiras de Terra Magazine oferece um “par de asas” para quem adivinhar o porcentual de um eventual aumento de consumo de Red-Bull no Brasil.   

–Wálter Fanganiello Maierovitch

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Pano Rápido do Decano deste Blog Sem Fronteiras, diretamente da Cidade Maravilhosa.

Bom mesmo é água de nascente e Orgânicos da Mantiqueira.

Esse é o meu vício.

PAULO CARVALHO.