1. O Marrocos é o maior produtor mundial de maconha, haxixe é óleo canábico. O produto interno bruto do país (PIB) é dependente desses produtos. E 96 mil famílias marroquinas dedicam-se e dependem economicamente do cultivo da erva canábica. No Vale do Rif, principal região de produção, são cultivados 120.500 hectares de maconha.

Para a Europa, o Marrocos envia 2.700 toneladas de maconha e derivados.

Hoje, na cidade de Nápoles e  num convênio euro-africano sobre segurança e terrorismo, os expectadores e especialistas foram surpreendidos com a informação do marroquino Bouchaib Tahini, chefe do departamento antidrogas da polícia judiciária do Marrocos. Ele declarou que a produção de marijuana no Marrocos caiu 80%.

2. Duas organizações terroristas faturam na proteção aos cultivos e cobram taxa pela circulação do produto: Al-Qaeda do Magreb (norte da África) e Frente Polisário.

Como bem sabe a Europol, a polícia da comunidade europeia, o ingresso da maconha marroquina na Europa se dá pela Espanha.

PANO RÁPIDO. A informação de Tahini, caso verdadeira, afetará a oferta de maconha e derivados em toda a Europa. Por evidente, os preços vão aumentar como nunca.

A fonte da informação sobre a queda de 80% na produção é da respeitada agência Adnkronos International, com sede em Roma: o convênio se desenvolve em Nápoles.

É mais fácil o Corinthians Paulista chegar a final de uma Libertadores do que o Marrocos reduzir a produção e faltar maconha na Europa. Para se ter ideia, na França todo o policial e todo consumidor acreditam que a maconha, o haxixe, o óleo e o queijo de haxixe disponibilizados no mercado interno do país são originários do Marrocos.

Wálter Fanganiello Maierovitch