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	<title>Comentários sobre: parou por quê? [o dominó de sorocaba]</title>
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	<description>Blog por Silvio Meira. Professor titular de engenharia de software, presidente do conselho do PortoDigital.org, além de fundador e batuqueiro do maracatu &#34;a cabra alada&#34;.</description>
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		<title>Por: Morsello</title>
		<link>http://terramagazine.terra.com.br/silviomeira/blog/2008/07/06/parou-por-que-o-domino-de-sorocaba/#comment-561</link>
		<dc:creator>Morsello</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 11:51:46 +0000</pubDate>
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		<description>Silvio,

agora quanto à parte legal.

Creio que se deixarmos nossos legisladores livres para criar, vamos ter uma legislação ridicula, que teimará em legislar sobre aspectos técnicos, e que certamente será distorcida pelos lobbies das operadoras, para não lhes impingir muito custo. 

Outra ponto muito suscetivel a pressões corporativa são entidades reguladoras como a ANATEL, ANEEL e outros. São entidades servem mais para excluir empresas que &quot;pisam na bola&quot; de forma grotesca, a ponto de comprometer todo o mercado e os concorrentes.
Foi o que aconteceu neste caso.

Minha experiencia mostra que a unica forma de se &quot;vender&quot; investimentos em contingência é obrigar a existencia de SLAs para os serviços. E ter pesadas multas no caso de desrespeito;

Se uma empresa, para ter direito de venda de conexão, tiver multas pesadas se gerar indisponibilidade, vai investir em infra-estrutura redundada, como forma de seguro ao seu risco.

Outra vantagem dos SLAs é que se mede facilmente a qualidade do serviço. Minutos de indisponibilidae no mês são fáceis de entender mesmo para leigos e legisladores. Aspectos tecnicos não.

A ANEEL já tem este tipo de classificação e avaliação das operadoras de energia, medindo falhas no fornecimento, mas tenho dúvidas quanto à fidelidade e isenção das medições.

Talvez a forma mais simples seja adotar um modelo que une uma legislação com garantias de disponiblidade e performance ao usuario final, e ter um servico de monitoracao destes numeros, este isento.
Talvez orgão estatal ou colaborativo com adesão de consumidores que sirvam de ponto de medição.

Assim, qualquer usuario prejudicado tem base legal para acionar a operadora no seu caso, e não apenas neste tipo de catastrofe geral como com o roteador de Sorocaba.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Silvio,</p>
<p>agora quanto à parte legal.</p>
<p>Creio que se deixarmos nossos legisladores livres para criar, vamos ter uma legislação ridicula, que teimará em legislar sobre aspectos técnicos, e que certamente será distorcida pelos lobbies das operadoras, para não lhes impingir muito custo. </p>
<p>Outra ponto muito suscetivel a pressões corporativa são entidades reguladoras como a ANATEL, ANEEL e outros. São entidades servem mais para excluir empresas que &#8220;pisam na bola&#8221; de forma grotesca, a ponto de comprometer todo o mercado e os concorrentes.<br />
Foi o que aconteceu neste caso.</p>
<p>Minha experiencia mostra que a unica forma de se &#8220;vender&#8221; investimentos em contingência é obrigar a existencia de SLAs para os serviços. E ter pesadas multas no caso de desrespeito;</p>
<p>Se uma empresa, para ter direito de venda de conexão, tiver multas pesadas se gerar indisponibilidade, vai investir em infra-estrutura redundada, como forma de seguro ao seu risco.</p>
<p>Outra vantagem dos SLAs é que se mede facilmente a qualidade do serviço. Minutos de indisponibilidae no mês são fáceis de entender mesmo para leigos e legisladores. Aspectos tecnicos não.</p>
<p>A ANEEL já tem este tipo de classificação e avaliação das operadoras de energia, medindo falhas no fornecimento, mas tenho dúvidas quanto à fidelidade e isenção das medições.</p>
<p>Talvez a forma mais simples seja adotar um modelo que une uma legislação com garantias de disponiblidade e performance ao usuario final, e ter um servico de monitoracao destes numeros, este isento.<br />
Talvez orgão estatal ou colaborativo com adesão de consumidores que sirvam de ponto de medição.</p>
<p>Assim, qualquer usuario prejudicado tem base legal para acionar a operadora no seu caso, e não apenas neste tipo de catastrofe geral como com o roteador de Sorocaba.</p>
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		<title>Por: Morsello</title>
		<link>http://terramagazine.terra.com.br/silviomeira/blog/2008/07/06/parou-por-que-o-domino-de-sorocaba/#comment-560</link>
		<dc:creator>Morsello</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 11:12:47 +0000</pubDate>
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		<description>Silvio,

seus medos tem muito fundamento. Passei algum tempo trabalhando para a Telefonica num cliente corporativo, e este tipo de problema já estava acontecendo com a rede MPLS há tempos. Como passou a minha clausula de sigilo...

Não é probema tecnico nem de fornecedores, pois todos os equipamentos sao de primeira linha e os profissionais internos também. Ambos alertavam que a Telefonica estava utilizando os roteadores de core em niveis muito acima do recomendado pelo fabricante e da pratica de mercado.

Outro problema sério era que o reparo de trechos redundantes é demorado e às vezes ficava parado a espera de troca de peças e equipamentos, por falta de orçamento. Assim, o trecho fica sem contingência ou com capacidade restrita por longos periodos.

Assim, com equipamentos saturados e falhas na redundancia, quando acontece um problema nos roteadores de core, leva-se um tempo grande até que todo o trafego consiga se reacomodar nos outros canais e equipamentos, estabilizando a topologia de roteamento.

Note que durante aqueles dois dias tivemos rede degradada, e graves problemas no acesso aos servidores de DNS, que fez parecer um indisponibilidade geral.

Os problemas são no fundo a politica da matriz de maximizacao dos seus já altos lucros em detrimento à seguranca e qualidade dos serviços prestados.

Mas este evento foi positivo. Primeiro, a Telefonica assumiu de publico seu problema tecnico (ao menos em parte), coisa que antes escondia até de seus parceiros comerciais mais fieis.

O segundo ponto, foi a intervenção da Anatel, bloqueando a venda de ADSL. Com isto, a matriz notou que a legislação brasileira de proteção ao consumidor era para valer, e teve que voltar a investir na infra-estrutura. Isto era o pedido antigo de tecnicos e fornecedores.

A Telefonica sempre soube dos problemas e de como soluciona-los, mas os &quot;donos do dinheiro&quot;, não deixavam faze-lo.

E que não se ache que é um problema apenas desta operadora. Isto é regra geral, mas ate´ por menor utilização e clientes, aparece menos. 

Este caso mostra que precisamos mesmo de regulamentação, ou se corre sérios riscos de centralizacao demasiada com riscos enormes de indisponibilidade aos usuários.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Silvio,</p>
<p>seus medos tem muito fundamento. Passei algum tempo trabalhando para a Telefonica num cliente corporativo, e este tipo de problema já estava acontecendo com a rede MPLS há tempos. Como passou a minha clausula de sigilo&#8230;</p>
<p>Não é probema tecnico nem de fornecedores, pois todos os equipamentos sao de primeira linha e os profissionais internos também. Ambos alertavam que a Telefonica estava utilizando os roteadores de core em niveis muito acima do recomendado pelo fabricante e da pratica de mercado.</p>
<p>Outro problema sério era que o reparo de trechos redundantes é demorado e às vezes ficava parado a espera de troca de peças e equipamentos, por falta de orçamento. Assim, o trecho fica sem contingência ou com capacidade restrita por longos periodos.</p>
<p>Assim, com equipamentos saturados e falhas na redundancia, quando acontece um problema nos roteadores de core, leva-se um tempo grande até que todo o trafego consiga se reacomodar nos outros canais e equipamentos, estabilizando a topologia de roteamento.</p>
<p>Note que durante aqueles dois dias tivemos rede degradada, e graves problemas no acesso aos servidores de DNS, que fez parecer um indisponibilidade geral.</p>
<p>Os problemas são no fundo a politica da matriz de maximizacao dos seus já altos lucros em detrimento à seguranca e qualidade dos serviços prestados.</p>
<p>Mas este evento foi positivo. Primeiro, a Telefonica assumiu de publico seu problema tecnico (ao menos em parte), coisa que antes escondia até de seus parceiros comerciais mais fieis.</p>
<p>O segundo ponto, foi a intervenção da Anatel, bloqueando a venda de ADSL. Com isto, a matriz notou que a legislação brasileira de proteção ao consumidor era para valer, e teve que voltar a investir na infra-estrutura. Isto era o pedido antigo de tecnicos e fornecedores.</p>
<p>A Telefonica sempre soube dos problemas e de como soluciona-los, mas os &#8220;donos do dinheiro&#8221;, não deixavam faze-lo.</p>
<p>E que não se ache que é um problema apenas desta operadora. Isto é regra geral, mas ate´ por menor utilização e clientes, aparece menos. </p>
<p>Este caso mostra que precisamos mesmo de regulamentação, ou se corre sérios riscos de centralizacao demasiada com riscos enormes de indisponibilidade aos usuários.</p>
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		<title>Por: Danise Victor</title>
		<link>http://terramagazine.terra.com.br/silviomeira/blog/2008/07/06/parou-por-que-o-domino-de-sorocaba/#comment-559</link>
		<dc:creator>Danise Victor</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 22:33:46 +0000</pubDate>
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		<description>Concordo com Yuri.

Valeu Silvio.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com Yuri.</p>
<p>Valeu Silvio.</p>
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	<item>
		<title>Por: Yuri Motta</title>
		<link>http://terramagazine.terra.com.br/silviomeira/blog/2008/07/06/parou-por-que-o-domino-de-sorocaba/#comment-558</link>
		<dc:creator>Yuri Motta</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 22:05:10 +0000</pubDate>
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		<description>Prezado Silvio,

Para mim, sua análise é perfeita. Desenho de redes é o ponto em questão e isso remete a responsabilidade à Telefônica. A culpa? ... acho que é de todos nós, pois ainda pensamos Best Effort.

Att.
Yuri</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Silvio,</p>
<p>Para mim, sua análise é perfeita. Desenho de redes é o ponto em questão e isso remete a responsabilidade à Telefônica. A culpa? &#8230; acho que é de todos nós, pois ainda pensamos Best Effort.</p>
<p>Att.<br />
Yuri</p>
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	<item>
		<title>Por: fabiano souza</title>
		<link>http://terramagazine.terra.com.br/silviomeira/blog/2008/07/06/parou-por-que-o-domino-de-sorocaba/#comment-557</link>
		<dc:creator>fabiano souza</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 17:59:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://smeira.blog.terra.com.br/2008/07/06/parou-por-que-o-domino-de-sorocaba/#comment-557</guid>
		<description>Boa tarde,

&gt;&gt;&gt;A culpa e da Telefonica sem qualquer duvida, se ela nao sabe 
&gt;&gt;&gt;escolher seus prestadores de servico e seus fornecedores de 
&gt;&gt;&gt;equipamentos o problema e dela

Desculpe Ricardo, mas sua visão é muito ingênua...
Não estou defendendo a Telefonica, contudo os mesmos fabricantes fornecem para redes militares norte-americanas bem como  as maiores e melhores companhias no mundo. Então, apenas dizer simplesmente, que &quot;não sabe escolher&quot; é uma visão ingênua. 
Concordo plenamente com os argumentos do Silvio Meira, lembrando que a internet, sem o modelo ideal de décadas atrás e imersa agora em um mundo empresarial, sempre se pode &quot;apertar&quot; mais um pouco para diminuir custos, esta é a realidade da maioria das redes brasileiras.
não dá para ter 2,3,4,5,6 links de 155Mbps &quot;só&quot; para ter disponibilidade, ou dobrar todo o parque de servidores para manter o serviço 100% no ar... Cada negócio sabe o quanto tempo pode ficar indisponível e o quanto está disposto a investir (ou não) nisto ...
e ainda assim, não se assegura 100%
a complexidade aumenta, e creio que estes tipos de problemas tendem a aumentar...
Att,
Fabiano</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Boa tarde,</p>
<p>&gt;&gt;&gt;A culpa e da Telefonica sem qualquer duvida, se ela nao sabe<br />
&gt;&gt;&gt;escolher seus prestadores de servico e seus fornecedores de<br />
&gt;&gt;&gt;equipamentos o problema e dela</p>
<p>Desculpe Ricardo, mas sua visão é muito ingênua&#8230;<br />
Não estou defendendo a Telefonica, contudo os mesmos fabricantes fornecem para redes militares norte-americanas bem como  as maiores e melhores companhias no mundo. Então, apenas dizer simplesmente, que &#8220;não sabe escolher&#8221; é uma visão ingênua.<br />
Concordo plenamente com os argumentos do Silvio Meira, lembrando que a internet, sem o modelo ideal de décadas atrás e imersa agora em um mundo empresarial, sempre se pode &#8220;apertar&#8221; mais um pouco para diminuir custos, esta é a realidade da maioria das redes brasileiras.<br />
não dá para ter 2,3,4,5,6 links de 155Mbps &#8220;só&#8221; para ter disponibilidade, ou dobrar todo o parque de servidores para manter o serviço 100% no ar&#8230; Cada negócio sabe o quanto tempo pode ficar indisponível e o quanto está disposto a investir (ou não) nisto &#8230;<br />
e ainda assim, não se assegura 100%<br />
a complexidade aumenta, e creio que estes tipos de problemas tendem a aumentar&#8230;<br />
Att,<br />
Fabiano</p>
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